No ano em que Cuiabá comemora 298, um dos seus patrimônios importantes e emblemáticos patrimônios populares, o estádio Presidente Eurico Gaspar Dutra, popularmente conhecido como Dutrinha, não tem nada a comemorar.
Estádio que viu de perto a transformação do futebol de Mato Grosso de amador para profissional. Vários títulos e conquistas comemorados ali, histórias que só quem já assistiu a um jogo neste lugar histórico pode dizer que ali, guarda a história do futebol mato-grossense.
Localizado em uma área nobre na região central de Cuiabá, ao lado do Sesc Arsenal e do antigo Centro de Reabilitação Dom Aquino Correa, prédios históricos da Capital encontra-se no seu limite. Isso porque parte do muro atrás de um dos gols despencou no dia 17 de fevereiro deste ano, paredes rachadas arquibancadas detonadas, tetos rachados e por onde se anda encontra infiltrações. Foi interditado, por falta de segurança, o estádio fundado em 1952, que já recebeu ídolos do futebol nacional e estadual, como Pelé, Bife e Ruiter, clama por reformas.
Com capacidade para 7 mil pessoas, o Dutrinha foi o segundo estádio de Cuiabá, substituindo o "Estádio do Comércio" que existiu na primeira metade do século passado nos fundos do Liceu Cuiabano.
Gilberto Leite
Adjunto Edilson Odilon afirma que Prefeitura de Cuiabá já finaliza o projeto para reforma do Dutrinha
Com a construção das instalações do Colégio Liceu Cuiabano, em 1944, tornaram-se inviáveis as disputas dos campeonatos ali realizados, pelas dificuldades que os desportistas encontravam em utilizar o Estádio do Comércio.
O impasse criado despertou nos desportistas a necessidade da construção de um novo estádio. A partir de 1950, mesmo com a derrota na Copa, o futebol no Brasil se consolida como uma paixão popular. Cuiabá, tendo o filho da terra Eurico Gaspar Dutra na Presidência da República, conseguiu a construção de um estádio que proporcionasse a evolução do futebol regional.
A doação do terreno onde se construiria o Dutrinha, na Rua Joaquim Murtinho (Praça Benjamin Constant, com uma área de 25.650m2), foi feita pela Prefeitura de Cuiabá, através do então prefeito Leonel Hugheney, à Federação Matogrossense de Desportos - FMD (que precedeu a Federação Mato-Grossense de Futebol). O presidente era o José Monteiro de Figueiredo, que recebeu a doação no dia 02 de fevereiro de 1950.
Por intermédio do deputado federal de Mato Grosso, João Ponce de Arruda, junto ao General Eurico Gaspar Dutra, então presidente da República na época, foram liberados 1 milhão de cruzeiros para a conclusão das obras do estádio. Lenine de Campos Póvoas, deu continuidade ao trabalho desenvolvido pelo seu antecessor, finalizando as obras de construção do considerado na época o maior estádio de futebol do oeste brasileiro.
Tombado como patrimônio histórico de Cuiabá em 30 de setembro de 2011, pela Lei Municipal 2.761 de 25/05/1990, de autoria do então vereador Emanuel Pinheiro, como forma de preservá-lo, está sem receber jogos desde jogo desde o dia 26 de fevereiro de 2015.
Durante o jogo pelo Campeonato Mato-Grossense entre Mixto e Luverdense, vários torcedores do Alvinegro ameaçaram invadir o gramado e jogaram objetos no campo. A partir desse ocorrido o Juizado Especial do Torcedor (JET) interditou o estádio para receber público.
Segundo o secretário Adjunto de Esportes de Cuiabá, Edilson Odilon explicou que mesmo sem poder receber público, o Dutrinha serve como locais de treinos para Mixto, Dom Bosco e Cuiabá Arsenal. O secretário Adjunto esteve no local com a reportagem do
informou que a prefeitura está em fase final do projeto para uma reforma total do lendário estádio.
O governador Pedro Taques (PSDB) já disponibilizou R$ 500 mil para a sonhada e prometida reforma. Entretanto o Edilson acredita que os serviços devem custar pelo menos R$ 1 milhão.
“Estamos finalizando o projeto, inclusive trouxemos a juíza do JET Patrícia Ceni para que ela também nos apontasse o que mais poderia ser acrescentado ao projeto. Agora vamos sentar para concluir a planilha onde apontará o que será necessário, vamos buscar mais apoio para que possamos reabrir o Dutrina”, finaliza Edilson, que afirmou ser o objetivo do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) garantir a reforma ainda este ano.
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joao batista 09/04/2017
Dinheiro público para esporte tem que ser nas escolas, esporte profissional é privado. O antigo prefeito comprou ou sei lá o que fez, mas faltou sabedoria. Quando estava nas mãos da federação de futebol todo final de semana tinha racha. Se eu fosse o governo abria fuga disso ai. Se conhece um governo se ele é bom o mal pelas suas prioridades, pelos gastos...pelas obras. Se procura creche falta, saúde falta, segurança falta....essa vou levar ao trono do justo juiz. Como foi realizada essa compra do estádio, onde foi para o dinheiro....?
1 comentários