O segundo caso de gripe aviária em Mato Grosso foi confimado pelo Ministério da Agricultura de Pecuária (Mapa) em uma propriedade rural de Acorizal (a 71 km de Cuiabá), nesta sexta-feira (16). O protocolo de contenção e erradicação do vírus já está sendo aplicado no local, sob coordenação do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea).
O novo foco foi detectado após o criador identificar mortes repentinas das aves e acionar o Indea, que colheu material dos animais doentes e enviou ao Mapa para análise laboratorial. A confirmação foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP), referência para análise laboratorial das amostras colhidas de aves doentes.
Segundo apuração do
, os animais da propriedade não tinham finalidade comercial e eram criados para a subexistência. No local há criação de patos, marrecos, ganso, pavão, galinha e peru.
Para conter a disseminação do vírus na área afetada, o Indea, órgão responsável por aplicar as medidas de contenção e erradicação da doença, já está no local, onde atua ativamente no caso, seguindo o protocolo do MAPA.
Medidas para barrar a disseminação do vírus:
- Instalação de barreira sanitária na propriedade afetada para controlar o trânsito de animais, materiais e equipamentos potencialmente contaminados;
- Abate sanitário de aves existentes no local para evitar que o vírus de alastre. As aves sacrificadas serão enterradas em valas;
- As instalações onde ficavam as aves contaminadas serão limpas e desinfetadas;
- Vigilância em propriedades em um raio de três quilômetros (zona perifocal), e no raio de dez quilômetros (zona de vigilância).
Conforme o Indea, a propreidade conta com a participação direta de 30 servidores, que ficarão 24 horas na propriedade e realizarão vigilância no perifoco; servidores do Mapa, que acompanharão as execuções das ações; e policiais militares, que dão apoio no controle da circulação de pessoal e equipamentos no local.
O Indea reforçou e publicação que não há risco à saúde humana pelo consumo de carne de frango ou ovos, e que os alimentos podem ser consumidos com segurança. Além disso, destacou que a presença do vírus na propriedade rural não afeta a atividade avícola comercial do estado.
Vale lembrar que Mato Grosso está em emergência zoossanitária desde 24 de dezembro, devido ao foco da mesma doença na Capital. Segundo o informe, o primeiro caso já está sob controle e com propriedade em vazio sanitário, ou seja, impedida de abrigar aves por um período de 28 dias. (Com informações da assessoria)
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