O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) em delação “monstruosa” afirma que deputados estaduais receberam R$ 600 mil, cada um, em propina para manter o andamento das obras do programa MT Integrado, bem como da Copa de 2014. Entretanto, o peemedebista não especifica nomes nem se todos os 24 parlamentares obtiveram o benefício ilegal. As informações foram reveladas pelo MTTV 1ª edição, da TVCA, afiliada da Rede Globo, nesta quinta (24).
Fablicio Rodrigues
Silval diz que deputados estaduais receberam R$ 600 mil de propina para ajudar governo
Segundo a reportagem, a Assembleia pressionou para que os repasses de propina não atrasassem. Os deputados teriam procurado o então governador para cobrar propina a fim de que não criassem obstáculos durante o andamento das obras da Copa.
Na ocasião, ficou decidido que os parlamentares receberiam de 3% a 4% dos R$ 400 milhões para as obras do MT Integrado. O dinheiro era entregue por Silvio Corrêa, então braço-direito e ex-chefe de Gabinete de Silval. Cerca de oito a 10 deputados foram gravados recebendo a quantia de R$ 600 mil.
O MT Integrado foi considerado pelo ex-governador como maior programa de infraestrutura do Estado, destinado à pavimentação de mais de 2 mil km de estradas.
A maior parte investida dos recursos para o programa lançado em 2013, teria sido desviada para vantagem indevida, ou seja, propina.
Outros citados
Silval afirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que a fiscalização e liberação de recursos foram fraudadas. À época, o MT Integrado era gerido pela antiga secretaria estadual de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu), sob chefia do secretário era Cinésio Nunes, indicado pelo então deputado federal Wellington Fagundes (PP), hoje senador.
A reportagem ainda cita que o peemedebista revela ter acordado propina de R$ 53 milhões com os conselheiros do Tribunal de Contas (TCE) para garantir andamento de obras MT Integrado, com investimentos de mais de R$ 1 bilhão destinados à pavimentação de estradas no Estado.
O ex-governador também citou o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro e o deputado estadual Romoaldo Júnior, ambos do PMDB. Romoaldo é acusado por Silval de participar de esquema de propina nas obras da Arena Pantanal. Ele é ex-presidente da Assembleia e ex-líder da gestão do peemedebista.
O deputado teria sido beneficiado com propina da empresa responsável pela iluminação do estádio, a Canal Livre Comércio e Serviços. Entre R$ 200 mil a R$ 300 mil foram repassados de Romoaldo para o então chefe do Executivo. Não foi informado, entretanto, quanto Romoaldo teria "levado".
Em relação a Emanuel Pinheiro, ao jornal Folha de S. Paulo trouxe reportagem de trecho da delação de Silval, na qual o prefeito teria sido flagrado, em um vídeo, recebendo dinheiro fruto de vantagens ilícitas, o chamado "mensalinho" pago a deputados estaduais para garantir apoio político. Durante a gestão de Silval, Emanuel, à época filiado no PR, era um dos que mais atuavam em defesa da administração do peemedebista.







Francisco Antonio de Almeida 25/08/2017
Seria a hora do povo mato-grossense clamar pela derrubada do legislativo e pedir uma intervenção federal urgente substituindo inclusive governador do estado e prefeito da capital. Mas a verdade é que seria trocar seis por meia duzia, é tirar ladrão e substituir por ladrão. Triste a situação que nós mato-grossenses e brasileiros através do nosso voto levamos nosso estado e país. Ao longo do tempo sustentamos e fortalecemos uma corja de bandidos e os colocamos para para nos comandar e cuidar de nossa riqueza. Não seria hora de acordarmos? Próximas eleições gerais estão chegando. Vamos Lá!!!!!!
Ednaldo Fragas 25/08/2017
Então, de fato havia ou ainda há pagamentos de mensalinhos. Que a população (eleitores) de Mato Grosso não votem nesses políticos nas próximas eleições. Simples assim.
alexandre 24/08/2017
O que falta pra fechar a AL e TCE ?
PEDRO 24/08/2017
Nobres deputados papai taques pergunta onde voces estavam quando o esta estava sendo assaltado..... dividinfdo a grana kkkkkkkk
joão 24/08/2017
Inocentes, votem que o país melhora. Na verdade de há muito, os tribunais como inúmeros órgãos públicos viraram balcões de negócios nas mãos de políticos e de seus burocráticos representantes. Ponto final.
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