O presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Jorge Pires, afirma que o agronegócio é responsável por aproximadamente 50% da receita do governo estadual e que, por isso, ele é contrário à criação de novos impostos para o setor. “Hoje agronegócio é o único segmento que dá alegria ao Brasil”, argumenta em entrevista ao
.
A posição de Jorge responde à sugestão do deputado licenciado e secretário estadual de Cidades (Secid), Wilson Santos (PSDB). O secretário afirmou que o agronegócio não paga impostos e que, se fosse governador, pensaria em aumentar a cobrança das alíquotas sobre o óleo diesel, soja e milho.
Jorge Pires diz que discorda do tucano e que estudos apontam que os cofres do Estado são dependentes da arrecadação da lavoura e pecuária, que são superavitários. Ele ainda aponta que o fato de Mato Grosso ser líder na produção de grãos e deter o maior rebanho bovino do país é relevante para demonstrar a importância da renda gerada no campo.
“O Estado precisa fazer o seu dever de casa. Olhar onde se pode cortar despesas, onde ele pode diminuir a máquina pública e melhorar a qualidade de atendimento do serviço público e também nas questões prioritárias de orçamento”, defende.
Fethab
O presidente do Sindicato Rural também pontua que é contra a utilização do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) em outros setores, que não pavimentação e habitação. O posicionamento de Jorge surge em meio a um debate sobre a possibilidade de usar parte dos recursos do Fethab para acabar com o caos na saúde.
As lideranças do agronegócio já se posicionaram de maneira contrária à medida. Em compensação, a principal liderança no setor, ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, se diz favorável, mas por tempo determinado.
Jorge afirma que a condição das estradas do Estado complica e onera a produção mato-grossense. Além disso, ele pontua que anteriormente os produtores entenderam a importância da criação de um fundo que cuidasse das vias de escoamento e que essa ideia inicial não pode ser deturpada.
“A logística de Mato Grosso, como todo mundo sabe, é muito ruim. Nós estamos muito longe dos grandes centros consumidores e também dos portos de exportação. Isso faz com que o nosso produto não tenha competitividade no preço como em estados concorrentes como Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul”, explica.
Por fim, ele disse que ninguém nega a extrema importância que o Estado tem em cuidar de áreas essenciais como educação e segurança. Porém, nesse caso específico do Fethab ele diz que existem outros meios.
“Nós não somos contra a saúde, até porque é uma questão de primeira necessidade, a gente mexe com vidas humanas. Mas isso é uma questão que o governo precisa resolver dentro do seu próprio orçamento. O governo e os Poderes”, finaliza.
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Alceu 05/06/2017
Queremos o espaço ocupado por camelos que só vendem produtos contrabandeados e fazendeiros que ficam cada vez mais ricos ocupando um espaço público que priva o povo de Cuiabá do seu merecido lazer. Vê se desconfiam vão para a lagoa Trevisan.
alexandre 05/06/2017
não sabia que mega barão do Agronegócio, financiando pelo BB a taxa módicas e sem pagar impostos nos Estado se chamava Brasil ?
jeronimo vicente farias 05/06/2017
Conversa fiada. Esse pessoal tem subsidio pra plantar, tem subsidio para exportar, tem socorro em caso de quebra de safra ou de circunstâncias de mercado, andam de caminhonetes do ano top de linha, tem jatinhos, empregam meia dúzia de funcionários, já que a automação é absurda tanto para plantar, quanto para manejar, quanto para colher. Detalhe, boa parte do maquinário é importado. Ainda vêm com a conversa de que geram arrecadação indireta. As favas. Vários setores poderiam usar esse mesmo argumento. Subsídio tem que ser pro pequeno produtor, agricultura familiar. Pra eles é mais cômodo ficarem exportando agro "in natura", porque o risco é zero e o custo insignificante. Se aumentar a tributação eles vão se mexer para processar. Quem sabe aí, de fato, gera emprego.
joaoderondonopolis 05/06/2017
Não sei porque o governador ainda não taxou o agronegócio. MT está em dificuldades financeiras é devido a incompetência e coragem deste governador. o estado de MS está tranquilo, lá o agronegócio paga imposto, enquanto MT está a reboque.
Alberto Figueiredo 05/06/2017
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Vida de cidadão 05/06/2017
Tá de brincadeira. Logo algum governante com a cabeça no lugar resolve isso é taxa de uma vez. Não tem saída, é taxar. Ou isso, ou o imposto sobre grandes fortunas.
6 comentários