O Fórum Agro MT – composta pelas entidades Famato, Aprosoja, Ampa, Acrimat, Acrismat e Aprosmat – afirma que ao invés do governo pensar em utilizar o recurso do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para a saúde, deveria buscar a implementação de uma reforma estruturante de austeridade fiscal para as finanças do Estado. “Que o governo enfrente seu verdadeiro desafio: melhorar a gestão dos seus recursos frente ao tamanho da sua arrecadação, o que já havia, inclusive, sido prometido ao setor produtivo e à sociedade”, ressalta o Fórum por meio de nota.
O governo busca uma solução para diminuir a "sangria" da saúde pública. Uma das alternativas é pegar parte do recurso do Fethab, que é arrecadada sob o óleo diesel, para ser destinada para o setor. Essa hipótese, no entanto, tem resistência dos prefeitos, uma vez que retira metade do que é repassado aos municípios.
Ainda de acordo com o agronegócio, a história recente já mostrou que as soluções emergenciais e paliativas não contribuem para resolver em definitivo nenhum problema. “O setor produtivo entende e também vivencia o caos em que se encontra a saúde e se solidariza com todos os envolvidos. No entanto, discorda da maneira como o poder público está buscando resolver os problemas desta pasta deixando outros setores descobertos”, avalia.
O Fórum destaca que os investimentos em infraestrutura são importantes para toda a sociedade. Além de transportar os produtos do agro, pelas estradas mato-grossenses, também circulam pessoas. “São por meio das rodovias que viajamos de um município para outro para trabalhar, estudar, passear e até mesmo para buscar tratamento médico”, sustenta.
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Histórico
O Fethab foi criado, em 2000, no governo Dante de Oliveira (falecido) com a finalidade de aplicar os recursos arrecadados para obras de infraestrutura das estradas e da habitação. No entanto, segundo o Fórum, sua finalidade tem sido desvirtuada repetidas vezes para pagar outras contas do governo estadual.
Em 2014, no Governo Silval Barbosa (PMDB), parte do fundo foi usada nas obras da Copa do Mundo e outra para pagar a folha de pessoal do Estado. Nesse mesmo ano, os recursos, que até então eram administrados exclusivamente pelo governo estadual, foram divididos com as prefeituras municipais.
Em 2016, o Governo Pedro Taques (PSDB) aplicou novas regras e desde 1º de julho os produtores rurais passaram a pagar o dobro do valor que incide sobre as commodities (soja, gado em pé e algodão) para o Fethab 2.
Junto com essa mudança, veio a obrigatoriedade legal de que 100% dos recursos do Fethab das commodities (soja, gado em pé e algodão) fossem aplicados exclusivamente em obras de infraestrutura das estradas. “Porém, menos de 11 meses depois, surge nova discussão para dividir mais uma vez o fundo. Desta vez, para destinar uma outra parte para pagar as dívidas da saúde do Estado”, conclui a nota.
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Eduarda 31/05/2017
A saúde está um CAOS e servidor querendo fazer show?! Pelo amor de Deus! E ainda tentam colocar a sociedade do lado deles, porém não somos bobos e sabemos da real verdade. Entendemos que o governo federal cortou as verbas e agora Taques está sem verba pra pagar RGA integralmente. Vamos ser adultos e analisar o cenário politico e econômico atual do nosso País.
Fernando 31/05/2017
Com os cortes de verbas do Governo Temer (PMDB) está muito difícil seguir transformando o estado. Estamos vivendo um caos em diversas áreas e o servidores só pensam em RGA.
Lucas 31/05/2017
Entendo o governo do estado que vem buscando desempenhar o trabalho todo, já os deputados mesmo estão saindo como bonzinhos mas não querem fazer nada para ajudar no caos, o governo federal não libera os recursos necessários, fica complicado assim E o estado ainda precisa ponderar sobre servidores ameaçar greve e saúde.
roberto renato 31/05/2017
Acaba com os Incentivos Fiscais no Estado e Tributa o Agronegócio, que ai sim vai sobrar dinheiro. Já que a Grande maioria desses que ai estão quando precisam, buscam auxilio na Rede Privada Hospitalar!
4 comentários