Os 24 deputados estaduais eleitos por Mato Grosso gastaram, até o momento, R$ 15,61 milhões nas campanhas e receberam, juntos, 1,07 milhão de votos. Considerando as despesas já declaradas à Justiça Eleitoral, o custo médio ficou em R$ 14,58 por voto.
O levantamento não é definitivo, principalmente nos casos em que o custo por voto aparece muito abaixo da média. Há candidatos que arrecadaram valores significativamente superiores às despesas declaradas até agora, o que indica que as prestações de contas ainda podem ser atualizadas. Por isso, os valores não representam necessariamente o custo final de cada campanha. Pela legislação, os candidatos têm até o dia 3 de novembro para prestarem contas.
O caso mais extremo é o de Gilberto Cattani (PL), reeleito com 69.672 votos. Até o momento, o deputado declarou R$ 93,2 mil em despesas, o equivalente a apenas R$ 1,34 por voto. O valor é muito inferior ao montante arrecadado pela campanha e tende a sofrer alteração com a atualização da prestação de contas.
Ulysses Moraes (Podemos) aparece em seguida, com custo declarado de R$ 2,11 por voto. Foram R$ 118,7 mil em despesas para 56.207 votos. Alcino Barcelos (PL), com 22.624 votos, registra R$ 3,26 por voto, a partir de R$ 73,8 mil em gastos.
Na outra ponta, Chico Guarnieri (PSDB) apresenta, até agora, o maior custo por voto entre os eleitos. Foram R$ 842,6 mil em despesas para 18.842 votos, chegando a R$ 44,72 por voto.
Adelcino Lopo (Podemos) aparece logo atrás, com R$ 30,55 por voto, enquanto Valmir Moretto (Republicanos) registra R$ 31,74. Fabinho Tardin (Podemos), com R$ 28,23, e Nininho (Republicanos), com R$ 27,92, também ficaram bem acima da média.
Entre os mais votados, Max Russi (Podemos) recebeu 86.934 votos e declarou R$ 1,009 milhão em despesas, chegando a R$ 11,61 por voto. Lúdio Cabral (PT), com 86.107 votos, apresentou gastos de R$ 642,8 mil, ou R$ 7,47 por voto.
Samantha do Abilio (PL), por sua vez, teve a terceira maior votação, com 57.900 votos, mas aparece entre os maiores custos: R$ 21,05 por voto, considerando os R$ 1,21 milhão em despesas declaradas.
Dilmar Dal Bosco (União), Beto Dois a Um (Podemos) e Dr. João (MDB) tiveram custos de R$ 13,07, R$ 12,84 e R$ 19,35 por voto, respectivamente.
Os números foram calculados a partir das despesas de campanha declaradas à Justiça Eleitoral e da votação obtida por cada candidato. Como o prazo para atualização e encerramento das prestações de contas ainda não terminou, os valores de gastos e, consequentemente, o custo por voto podem sofrer alterações.
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