O deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que ficou no top 3 dos mais votados de Mato Grosso à Assembleia, com 69.672 votos, questionou suposto 'apagão' do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na contabilização da corrida presidencial no último domingo (4). A Justiça Eleitoral, por sua vez, assegura a segurança em todo o processo - veja o que diz o TRE
"Porque que está tendo tanto apagão? Eu posso fazer esse questionamento. O que acontece no nosso país é que as pessoas que fizeram esse questionamento foram punidos com R$ 22 milhões em multa e quase foram para a cadeia".
Nesta quarta-feira (7), durante entrevista à imprensa, Cattani, apoiador do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), defendeu que tem o direito de duvidar das urnas eletrônicas e dos procedimentos de contagem de votos em razão da demora na atualização das parciais. Flávio terminou o primeiro turno na liderança com 47,03% e o presisdente Lula em segundo com 45,16%. Ambos disputam o segundo turno.
"É um direito de qualquer cidadão duvidar de qualquer coisa. Eu tenho ainda, eu acho que eu ainda tenho a liberdade de duvidar que um produto eletrônico possa ser fraudado. Eu tenho esse direito ainda no Brasil. E posso ter esse questionamento. Isso não quer dizer que eu tenha razão", disse.
O TSE é presidido atualmente pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que foi indicado ao cargo pelo então presidente Jair Bolsonaro em 2020.
Dentro da bolha bolsonarista nas redes sociais, circulam alegações de que o resultado teria sido fraudado para impedir uma vitória de Flávio Bolsonaro ainda no primeiro turno.
30 anos das urnas
As urnas eletrônicas completaram neste ano 30 anos de utilização no Brasil e se consolidaram como um dos principais símbolos de agilidade no processo eleitoral, sobretudo na apuração dos votos. Em Mato Grosso, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) reforça que a segurança do sistema não depende apenas da tecnologia empregada nos equipamentos, mas de uma série de mecanismos de fiscalização e auditoria que envolvem diferentes instituições. Em entrevista recente ao
, o secretário de Tecnologia da Informação do TRE-MT, Leon Manoel Campos dos Santos Filho, explica que o processo eleitoral possui mecanismos capazes de identificar eventuais irregularidades e permitir sua correção.
Segundo ele, a urna conta com recursos como criptografia e chaves digitais, mas a proteção se estende a todas as etapas da eleição. “Todo o processo contém mecanismos para que qualquer irregularidade, qualquer problema que aconteça, você consiga detectar, verificar e já corrigir automaticamente”, assevera.
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