A Justiça Eleitoral de Mato Grosso prevê gasto de R$ 21,1 milhões com despesas operacionais das eleições gerais deste ano, o equivalente a cerca de R$ 8 por eleitor. Somados os R$ 8 milhões destinados ao pagamento de pessoal, o custo total chega a R$ 29,1 milhões, ou aproximadamente R$ 11 por eleitor.
Em um Estado com extensão territorial de 903.208,027 km², um dos principais gastos é com o deslocamento de servidores, colaboradores e técnicos de transmissão, ao custo de R$ 3,3 milhões. A despesa é a segunda maior entre as previstas para o processo eleitoral.
O maior gasto, conforme dados do TRE-MT, é com a alimentação de mesários, colaboradores e demais equipes que atuarão nas eleições, totalizando R$ 7,2 milhões.
Ao todo, serão mobilizadas 54.299 pessoas. A lista inclui mesários, pessoas em funções especiais, integrantes das forças de segurança, servidores, terceirizados, técnicos de satélite, estagiários, juízes e promotores.
Para se ter uma ideia, serão 32.872 mesários, 14.871 pessoas em funções especiais e 5.408 integrantes das forças de segurança.
Além da extensão territorial e das longas distâncias entre os municípios, Mato Grosso tem 130 locais de votação em áreas de difícil acesso, como aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas e rurais.
Para atender a essa logística, a Justiça Eleitoral estima gastar R$ 2,1 milhões com a locação de veículos, destinados ao transporte de pessoas, materiais e urnas. Outros R$ 1,8 milhão serão aplicados no transporte para localidades de difícil acesso, com o uso de seis aviões, um helicóptero e três barcos.
O quinto maior gasto das eleições é com a viabilização de equipamentos para conectividade móvel via satélite, que receberão R$ 848,2 mil. A tecnologia permite ao TRE-MT transmitir os dados dos resultados e manter a comunicação em localidades remotas.
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