O mapa da votação para o Senado em Mato Grosso aponta um amplo predomínio eleitoral do ex-governador Mauro Mendes (União), que dominou as urnas na esmagadora maioria do estado. Um levantamento detalhado, que analisou os resultados município a município, mostra que Mendes foi o candidato mais votado em 121 das 142 cidades mato-grossenses. O segundo senador eleito no último domingo (4), o deputado federal José Medeiros (PL) ficou na liderança em 16 municípios.
As outras cinco cidades do estado foram divididas entre os derrotados Janaina Riva (MDB) e Carlos Fávaro (PSD), que buscava a reeleição. Janaina saiu vitoriosa em três municípios, General Carneiro, Jangada e Ribeirãozinho, enquanto Fávaro conquistou o topo em dois Campinápolis e Nossa Senhora do Livramento.
Mauro x Medeiros
A maior distância entre os dois candidatos vitoriosos foi registrada em Ponte Branca, 29,73 pontos percentuais. Na cidade, Mauro Mendes alcançou 40,28% dos votos, enquanto José Medeiros amargou seu pior índice do estado, com apenas 10,55%. Naquele município, a segunda colocação ficou com Fávaro, que teve 33,33% dos votos.
Por outro lado, em alguns municípios a vantagem entre os dois quase não existiu. O cenário mais acirrado ocorreu em Castanheira, onde a diferença entre eles foi de irrisórios 0,02 ponto percentual, em que Medeiros obteve 26,63% contra 26,61% de Mauro. Em números absolutos, a diferença entre eles foi de apenas 2 votos.
O sufoco se repetiu em Comodoro, com Medeiros superando Mendes por apenas 0,03 ponto, 34,23% a 34,20%. Neste caso, a distância foi de 5 votos.
Maiores e menores
Analisando o resultado em cada um dos municípios foi possível enxergar onde cada um se saiu melhor ou pior. Mauro, por exemplo, atingiu sua maior fatia proporcional em Nova Maringá, conquistando 44,48% dos votos. Já a sua menor proporção ocorreu em General Carneiro, onde teve 18,85%.
Medeiros, por sua vez, consolidou um expressivo resultado em Campos de Júlio, onde atingiu 38% dos votos. Já o pior desempenho ocorreu justamente em Ponte Branca, com 10,55%.
Ribeirãozinho foi o município que mais deu votos para Janaina em termos proporcionais. Lá, ela recebeu quase 35% dos votos. Por outro lado, em Campos de Júlio, a deputada estadual teve apenas 5,18% de votos de eleitores que foram às urnas.
Fávaro, por fim, conseguiu seu melhor percentual em Ponte Branca, 33,33%, enquanto seu ponto mais baixo no estado foi em Itanhangá, onde ficou com apenas 4,12%.
Intermediários
Sem vencer em nenhum município, o bloco intermediário de candidatos apresentou oscilações consideráveis dependendo do perfil da região. O bolsonarista Antônio Galvan (Avante) teve seu melhor desempenho em Santa Carmem, onde atingiu 16,25%. Por outro lado, praticamente desapareceu das urnas em Cocalinho, marcando apenas 0,69%, o equivalente a 46 votos.
Já o ex-governador Pedro Taques (PSB) atingiu o topo de sua votação proporcional na cidade de Nova Nazaré, alcançando 13,66%, mas despencou para sua taxa mínima em Nova Maringá, com apenas 1,26%.
Sétima colocada na disputa, a suplente de senadora Margareth Buzetti (PP) encontrou em Sorriso seu ambiente mais favorável, registrando 4,19% dos votos. Já em Figueirópolis d'Oeste, a candidata teve seu menor índice, de 0,15%, ou 6 votos.
Nanicos
Sem espaço na propaganda eleitoral no rádio e na TV, os candidatos nanicos, Coronel Darwin (Democrata), Professor Nelson Ferreira e Beny Godoy, ambos do Agir, chegaram a ficar zerados em algumas cidades de Mato Grosso.
Coronel Darwin passou em branco e teve zero votos em Ponte Branca. Em Cocalinho e Água Boa, por outro lado, o militar atingiu 3,81% e 3,43% da preferência do eleitorado, respectivamente.
Para Nelson Ferreira, a falta de votos foi mais espalhada: o candidato ficou zerado em 7 cidades. O seu "pico" eleitoral se deu em Tangará da Serra, e ainda assim de forma muito discreta, 0,45%.
Já Beny Godoy enfrentou o cenário mais crítico de todos os postulantes. O candidato simplesmente não teve nenhum voto computado em 26 dos 142 municípios de Mato Grosso. Seu "oásis" nas urnas, local de sua maior proporção, ocorreu em Confresa, com 0,56%, o que representa 198 votos. Neste município, ele chegou, inclusive, a ficar à frente de Buzetti.
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