A Justiça Eleitoral de Mato Grosso estruturou 16 rotas para garantir o transporte de eleitores indígenas, especialmente do povo Xavante, até os locais de votação em Campinápolis (MT), nas eleições de 4 de outubro. A operação foi detalhada em resposta a um questionamento apresentado pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que havia solicitado providências para assegurar o deslocamento das comunidades.
Segundo manifestação da juíza auxiliar da Presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) e coordenadora do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), Edna Ederli Coutinho, as medidas já estavam sendo articuladas antes mesmo do pedido apresentado pela federação.
Uma reunião específica para tratar da logística foi realizada em 24 de setembro, com participação da Justiça Eleitoral, Ministério Público Eleitoral, representantes das prefeituras de Campinápolis e Nova Xavantina e integrantes das comunidades indígenas. A partir das informações apresentadas pelos indígenas, o planejamento foi revisado e reorganizado em 16 rotas.
Campinápolis ficará responsável por disponibilizar 10 ônibus escolares e um veículo adequado para um trecho com condições específicas de trafegabilidade. Nova Xavantina, por sua vez, disponibilizará cinco veículos, sendo quatro ônibus da Secretaria Municipal de Educação e um da Apae.
O planejamento também prevê a presença de representantes indígenas em algumas das rotas para orientar motoristas que não conhecem a região. O início dos percursos está previsto para as 7h.
As rotas contemplam deslocamentos de comunidades como Aldeiona, Campinas, Estrela, Campos Belos e São Pedro, além de trajetos com destino à área urbana de Campinápolis.
Dados da Justiça Eleitoral apontam que mais de 21 mil indígenas votam em Mato Grosso, o equivalente a 2,17% do eleitorado total.
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