A Fifa endossou, nesta segunda-feira (11), a pena de 600 dias de afastamento imposta pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ao lateral-direito Matheusinho, do Cuiabá. O atleta é suspeito de participar de um esquema de manipulação em casa de apostas esportivas, em 2022. Com a decisão, ele estará proibido de ser inscrito em qualquer federação ligada à entidade.
Atualmente, o contrato dele com o time cuiabano está suspenso e o jogador deverá retornar aos gramados só em 2025.
Em julho, o STJD reduziu a pena do lateral de 720 dias para 600 dias. A defesa do atleta também conseguiu reduzir de R$ 70 mil para R$ 50 mil a multa que havia lhe sido aplicado. Agora, a entidade máxima reforçou a pena do órgão desportivo.
As punições são consequência da Operação Penalidade Máxima, uma investigação do Ministério Público de Goiás (MPGO), que descobriu um esquema de manipulação para favorecer apostadores – há também processos criminais contra esses atletas.
Outras punições
A Fifa anunciou também que ampliou a suspensão de alguns jogadores que foram punidos no Brasil por manipularem partidas. Os jogadores Ygor Catatau, Matheus Gomes e Gabriel Tota tiveram seus banimentos ratificados pela entidade - a decisão já havia sido tomada pelo STJD.
As punições, a princípio, se restringiam ao território nacional, sob jurisdição do STJD. Alguns dos atletas, como o zagueiro Eduardo Bauermann, chegaram a fechar contratos com clubes estrangeiros. Diante disso, a pedido da CBF, a Fifa analisou os casos e decidiu pela extensão das punições a todas as federações filiadas à entidade.
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