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Executivo Quarta-feira, 09 de Agosto de 2017, 14:39 - A | A

Quarta-feira, 09 de Agosto de 2017, 14h:39 - A | A

Espero que descubram quem roubou MT, afirma Taques sobre Operação Descarrilho

Jacques Gosch e Tarso Nunes

O governador Pedro Taques (PSDB) afirma que a expectativa é de que a Operação Descarrilho, deflagrada pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal  - que investiga pagamento de propina para implantação do VLT-, revele os responsáveis pelo desvio de recursos públicos. Na manhã desta quarta (09), foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e a condução coercitiva do ex-secretário da Secopa Maurício Guimarães - saiba quem são os alvos.

Reprodução

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Governador Pedro Taques diz que buscou ajuda do MPF justamente para evitar problemas

“Espero que chegue ao final e descubram quem roubou o povo de Mato Grosso. Só isso”, declarou Taques após o governo anunciar, por meio de nota, a suspensão do diálogo com o Consórcio VLT para a retomada das obras do modal até o desenrolar das investigações.

Segundo Taques, hoje à tarde o secretário estadual de Cidades Wilson Santos (PSDB), o procurador-geral Rogério Gallo e o controlador-geral Ciro Gonçalves se reuniriam com o Consórcio VLT para discutir detalhes do acordo judicial em fase de elaboração.

No entanto, o encontro foi desmarcado assim que o Executivo foi informado sobre a deflagração da Operação Descarrilho.

Além disso, Taques reafirmou a defesa das investigações. Disse ainda que a transparência na condução dos assuntos relacionados ao VLT. “Tem que investigar. Sei que dinheiro de Mato Grosso foi roubado. Como sempre disse na campanha, nós vamos procurar terminar a obra do VLT, mas não vamos jogar o lixo para debaixo do tapete. Ainda bem que a polícia está investigando”, completou.

Taques também reclamou que está sendo obrigado a gastar a maior parte do tempo resolvendo problemas da gestão do antecessor Silval Barbosa (PMDB) - que confessou a cobrança de propina e detalhou o esquema. Além do VLT, cita como exemplos a dívida do MT Saúde com o Hospital Santa Rosa e a revitalização do Complexo da Salgadeira.

“As pessoas falam que está demorando. Imagine se eu tivesse dado início as obras do VLT sem trabalhar junto com MPF e MPE. Nós que ajuizamos a ação. No acordo para continuidade da obra, que nós estamos tentando fazer, tudo nós mostramos para MPF e MPE, nós ajuizamos a ação porque acreditamos nas instituições”, pontuou.

Questionado se previa a deflagração da Operação Descarrilho, Taques respondeu de forma irônica. Disse que não tem “poder de adivinhação” e lembrou de alguns videntes famosos.  “Não sou Mãe Dináh, Walter Mercadob ou Professor King. A polícia está fazendo seu trabalho. Tem que investigar sim”, concluiu o governador.

Legalidade, moralidade e economicidade

O secretário estadual de Cidades Wilson Santos disse que o Executivo está concentrado em prestar informações à sociedade e coloca à disposição das autoridades toda a documentação que pode ajudar a esclarecer se houve cobrança de propina para implantação do VLT. Ressalta ainda que os fatos sob investigação não aconteceram no Governo Taques.

“São três objetos de investigação. A licitação em 2011 e 2012, a mudança do modal BRT para VLT e possibilidade de propina. Todas essas investigações nada têm haver com Governo Taques. São fatos ocorridos na gestão do ex-governador Silval Barbosa”, enfatizou o secretário de Cidades.

Com a deflagração da Operação Descarrilho, Wilson defende que o governo aguarde o final das investigações para tomar as decisões. Em sua opinião, é preciso decidir se continua com o VLT com realização de nova licitação ou parceira público-privada (PPP).

“Ainda precisamos decidir se continuamos com o novo consórcio ou pela mudança para BRT. Os cenários serão analisados a luz do dia, com transparência, para as definições necessárias”, prometeu.

Wilson também nega que o trabalho do MPF e PF o tenha desanimado para buscar a solução dos problemas relacionados ao VLT. Promete seguir trabalhando sem deixar de observar os princípios da legalidade, moralidade e economicidade.

“Não arrefece nosso ânimo para buscar solução. Tem que ter solução. Tem R$ 1 bilhão investido. Com transparência, vamos encontrar a solução que respeite o dinheiro público. Os fatos são originados na gestão anterior. Nosso governo não pagou R$ 1 e apóia as investigações”, encerrou.

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Josias 10/08/2017

A corrupção desenfreada em MT começou na década de 80. Enriquecendo muita gente que até avião tem hoje. Não estou enganado, não sou inocente. Você é.

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Teka Almeida 10/08/2017

Eu também PT, espero que chegue ao final e descubram quem ESCUTOU o povo de Mato Grosso. Só isso.

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SSB 10/08/2017

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Júlio 09/08/2017

Eu só sei que jogaram 3 milhões fora com a consultoria contratada da empresa KPMG. Ou seja Não resolveu nada....continua á novela

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4 comentários

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