GCom MT/José Medeiros
Próprio governador Pedro Taques, acompanhado do secretário de Saúde, João Batista, recebeu secretários municipais de Saúde de diversos municípios para discutir alternativas e soluções à crise
Vários hospitais públicos em Mato Grosso estão com repasses do Governo atrasados e, alguns, já ameaçam com a suspensão do atendimento, caso a situação não seja normalizada.
Os problemas começaram em agosto e, desde então, várias reuniões individuais têm sido realizadas com os gestores das unidades e representantes do Governo na área de Saúde.
Na tarde desta quinta (06), o próprio governador Pedro Taques, acompanhado pelo secretário estadual de Saúde, João Batista Pereira da Silva, recebeu secretários municipais de Saúde de diversos municípios para discutir alternativas buscando o enfrentamento da situação. Mais uma vez, o governador apresentou a situação financeira crítica do Estado para afirmar aos secretários que o atraso nos repasses “não é falta de vontade “, disse o governador.
Taques fez um apelo aos municípios para que dêem as mãos ao Governo para a superação das dificuldades. A situação é tensa. No final da tarde, o Governo emitiu nota para tentar sensibilizar os gestores públicos de que o “Estado enfrenta uma das piores crises de sua história, o que obriga o governo tomar medidas, a exemplo o decreto 694/2016, que reduzam despesas de custeio sem o comprometimento da efetividade, eficiência e eficácia da prestação de serviço público”.
Quanto aos repasses dos hospitais, nada ficou definido, mas o Governo informa que está tomando todas as medidas necessárias para a quitação dos valores pendentes. “Ressaltamos que enfrentamos um difícil momento econômico e o Estado tem sentido o reflexo da crise, porém nossos esforços são para mantermos nossos compromissos em dia sem o comprometimento dos serviços oferecidos a população. Salientamos que, ainda não fomos notificados acerca da paralisação de nenhum dos Hospitais Regionais e que estamos trabalhando com todos os esforços para que os pagamentos em atraso possam ser quitados nos próximos dias”, diz trecho da nota do Executivo.
Os hospitais que estão com dificuldade para garantir o atendimento à população são das cidades de Barra do Bugres, Colíder, Alta Floresta, Pontes e Lacerda, Cáceres, Juína, Água Boa, Confresa, Diamantino, Peixoto do Azevedo, Rondonópolis, Barra do Garças, São Félix e Sorriso.
Veja a íntegra da nota do Governo:
O Estado enfrenta uma das piores crises de sua história, o que obriga o governo tomar medidas, a exemplo o decreto 694/2016, que reduzam despesas de custeio sem o comprometimento da efetividade, eficiência e eficácia da prestação de serviço público. Quanto aos repasses em atrasos aos Hospitais Regionais, a Secretaria de Estado de Saúde informa que está tomando todas as medidas necessárias para a quitação dos valores pendentes. Ressaltamos que enfrentamos um difícil momento econômico e o Estado tem sentido o reflexo da crise, porém nossos esforços são para mantermos nossos compromissos em dia sem o comprometimento dos serviços oferecidos a população. Salientamos que, ainda não fomos notificados acerca da paralisação de nenhum dos Hospitais Regionais e que estamos trabalhando com todos os esforços para que os pagamentos em atraso possam ser quitados nos próximos dias.
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AMA 07/10/2016
É muito simples, o Executivo pediu à AL para remanejar recursos do FETHAB para os salários, peça também para remanejar para a Saúde que é vital para a vida. Do resto é só demagogia, não está sabendo tratar da coisa pública, péssimo administrador público, invertendo as prioridades.
Enerson Niagre 07/10/2016
"Tá Tendo Transformação". kkkk
Nilsinho 07/10/2016
É lamentável e vergonhosa essa matéria, o que podemos esperar desse Governo, chega, o povo sente calafrio quando se fala em Pedro Taques, será que esse governo não tem nenhum assessor político, que possa chegar até ele e dizer que a cada matéria publicada deste Governo sua popularidade cai e sua rejeição cresce... saúde é coisa séria. Manda ele ir no hospital em Figueirópolis que o prefeito Lino faz manobras para não parar a saúde e com que esse município pode contar, tirar de onde, em Quatro Marcos por pior que está a situação brigam pra não jogar a toalha, em Rio Branco prefeito Totonho exemplo esse sim vive de migalhas mas a saúde não para é 24 horas. E esse governo ainda tem coragem de subir em palanque por favor toma atitude.
LISBETE 07/10/2016
E A CAMPANHA PARA WILSON SANTOS VAI DE VENTO EM POPA. NO MOMENTO É A PRIORIDADE....
LEAO 07/10/2016
ESSE É O ESTADO DE TRANSFORMAÇÃO?, SR. PEDRO TAQUES. VERGONHOSO ESSE GOVERNO SEM PALAVRA E SEM CARATER.
Carlos Nunes 06/10/2016
Ih! Agora complicou, o site olhardireto, na matéria: Mesmo antes de decisão judicial, governo tenta empréstimo de 500 Milhões para o VLT; fica claro que prioridade mesmo é o VLT - a obra fracassada do Silval. Saúde (Educação, Segurança, e setores mais essenciais), só se sobrar dinheiro...e não vai sobrar nada. O pessoal não entendeu ainda que, na época das vacas magras, do dinheiro curto, da pindaíba financeira, tudo o que conseguir de dinheiro tem que aplicar só nas VERDADEIRAS PRIORIDADES, o resto fica supérfluo por falta de dinheiro. Vão aplicar 500 Milhões no VLT, e o resto, bem, é o resto. Depois que a cidade estiver aberta, vão descobrir que são necessários 500 Milhões vezes 3. Aí vão deixar o abacaxi para o novo governador, a partir de 2018 conseguir mais dinheiro para torrar no VLT. Tem que avisar os hospitais regionais que eles vão ficar com o pires na mão, atrás de dinheiro por muito tempo...por longo, longo tempo. 2017, 2018...
6 comentários