O governador Mauro Mendes (União Brasil) alfinetou seu correligionário, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Eduardo Botelho, e cobrou que os deputados votem todos os projetos de leis encaminhados ao Parlamento, citando como exemplo o PL que limita o uso de verbas públicas para cada show em R$ 300 mil, seja o recurso enviado pelo Executivo ou Legislativo.
A provocação de Mauro ocorreu após Botelho afirmar que a nova legislatura não irá aprovar os projetos do Governo à "toque de caixa", sem análise cautelosa dos parlamentares. Na visão de Mauro, a Assembleia está correta em agir dessa forma, mas não deve engavetar matérias.
"A Assembleia tem autonomia para poder tramitar os seus processos. O Governo tem o dever de encaminhar e aguardar o devido processo legal. Agora, eles tem que votar. Eles não podem sentar em cima", disse na última sexta-feira (10).
Ao citar o projeto de lei que, salienta, visa limitar a "farra" com o dinheiro público no Estado, o chefe do Palácio Paiaguás disse ter o apoio da população e reclamou da demora dos deputados em analisar e votar a matéria.
"Eu cobrei dele, mandei um projeto de lei para limitar o repasse daquela dinheirama toda para ficar fazendo show pelo interior. Eu não concordo, e tenho certeza que o cidadão mato-grossense também não concorda, que você fique gastando R$ 1 milhão, R$ 2 milhões, para fazer show em cidade do interior. E eu coloquei um limite disso, tá lá, a bola esta com eles", argumentou.
Mauro reiterou que o setor cultural é muito importante, mas também há outras áreas precisando de investimentos, como a saúde, sendo "inviável" aplicar quantias vultuosas para pagar cachê de um cantor.
Polêmica
A destinação de recursos públicos para o setor cultural virou polêmica em todo o Brasil desde que cantor Zé Neto, da dupla com Cristiano, em um show em Sorriso (a 420 km de Cuiabá), criticou indiretamente a cantora Anitta e os artistas que captam recursos para seus eventos pela Lei Rouanet, de 1991.
Gabando-se de independência financeira para seus shows, acabou movimentando a internet e logo vieram a público os contratos milionários de diversas prefeituras brasileiras com duplas sertanejas, sem licitação, para eventos comemorativos e feiras. Zé Neto, em Sorriso, faturou R$ 400 mil da Prefeitura.
"A partir de um caso concreto, estou preparando um projeto de lei para normatizar essa história, que tem dado muita polêmica. Eu acho que é bom a gente dar um freio de arrumação nisso aí", disse Mauro, ao enviar a proposta em 2022.
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Cparecis 13/02/2023
VIXI ESSE PROJETO DE LEI VAI DEIXAR O PREFEITO DE CAMPO NOVO DO PARECIS TRISTE, LIMITAR O PAGAMENTO PARA SHOWS VAI SER SÓ A TRISTESA POR AQUI... O RAPAIZINHO GOSTA DE UM SHOWZINHO,,,,, XÔMANO
Alaercio 12/02/2023
Como esse governador é dissimulado... vamos observar ! Foi o governo que escancarou as portas para essas festas nos municípios... pra farra dos prefeitos e para eleger seu secretário beto2x1... agora quer jogar a culpa na assembleia...
2 comentários