O governador Mauro Mendes (União Brasil) saiu em defesa do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) e afirmou que houve demora no acionamento do socorro no incêndio que destruiu o Shopping Popular em Cuiabá, na madrugada desta segunda-feira (15), o que teria contribuído para a tragédia. Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (17), o chefe do Executivo ainda reforçou que o Governo irá disponibilizar ajuda para os lojistas, mas não agirá por impulso.
Segundo Mauro, os bombeioros atuaram de forma correta e eficaz no combate às chamas, sendo inverídica qualquer afirmação de que os militares teriam demorado para chegar no local após o chamado.
“Não reuni ainda com o Corpo de Bombeiros. Recebi informações preliminares no dia de ontem, mas não recebi relatório ainda de nenhum deles. O Corpo de Bombeiros está muito bem equipado. [...] O que aconteceu foi que o Corpo de Bombeiros foi acionado 25 minutos após o fogo se alastrando livremente e isso levou à tragédia. Houve uma demora muito grande em reportar o início do incêndio. Houve falha de quem estava cuidando do local”, afirmou o governador.
No dia do incêndio, o coronel Gledson, que atuou no combate às chamas, explicou que as chamas se propagaram muito rápido no local em razão da alta quantidade de material combustível. De acordo com ele, a primeira equipe do Corpo de Bombeiros chegou ao local em 7 minutos após ser acionada.
“Infelizmente quando a gente recebeu a ligação, quando chegamos aqui, o incêndio já estava bem avançado, mesmo tendo feito o atendimento em 7 minutos”, salientou.
“Nós temos que fazer isso [ajudar a reerguer] dentro de uma linha racional e técnica e não agir com impulso e com outro viés. O Governo pode ajudar e vai ajudar a construir tecnicamente soluções para que isso possa acontecer”
Mauro MendesGoverno dará ajuda, mas sem atropelo
O governador reforçou que se sentiu "chocado e consternado" com a tragédia, lembrando os 600 lojistas que foram prejudicados com o incêndio e a importância cultural do Shopping Popular para a história da Capital. Ao lamentar a situação, assegurou que o Governo quer e irá ajudar a reerguer o complexo comercial, mas que não atuará de forma impulsiva.
“Lamentavelmente aconteceu e agora é levantar a cabeça e tentar reerguer. Nós vamos estudar os meios legais, está sendo construído dentro da própria Desenvolve MT linhas de créditos subsidiados para que essas alternativas sejam construídas”, explicou o governador.
“Outras alternativas estão sendo estudadas para que, dentro daquilo que a lei nos permite, fazer nós termos condições de contribuir para que haja uma retomada aquela importante atividade. Nós temos que fazer isso dentro de uma linha racional e técnica e não agir com impulso e com outro viés. O Governo pode ajudar e vai ajudar a construir tecnicamente soluções para que isso possa acontecer", completou.
Questionado sobre a possibilidade de destinar dinheiro para os lojistas, de forma parecida como quando o Governo doou R$ 50 milhões ao Rio Grande do Sul durante período critico das enchentes, Mauro pontuou que o montante foi retirado de um fundo de produtores rurais que se mobilizaram em prol da doação e voltou a pontuar que a ajuda irá acontecer, mas sem atropelo.
“Todas são grandes catástrofes, lamentáveis. Quando o Governo ajudou lá - e foi uma aprovação unânime da sociedade mato-grossenses - o dinheiro foi tirados dos produtores rurais, de um fundo pago pelos produtores rurais de Mato Grosso, e esses produtores, uma boa porcentagem deles, são oriundos do Rio Grande do Sul. Foi aprovada uma lei e adoção foi feita”, argumentou.
"Nesse caso específico são cidadãos mato-grossenses que merecem o mesmo respeito. O Governo está olhando isso com critério, assim como fizemos no outro caso. Não deu uma enchente em um dia e o Governo amanheceu no outro dia dando entrevista e falando aos quatro cantos de Mato Grosso o que faria ou o que pretendia fazer. Estudamos, analisamos para tomar decisões sérias, corretas e aplicar corretamente o dinheiro público do Estado, mesmo que seja para socorrer qualquer brasileiro ou qualquer mato-grossense", concluiu.
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alexandre 18/07/2024
é obra privada...lucros privados, porque que o custo tem que ser publico ? faltou seguro...
Eduardo 18/07/2024
A palhaçada foi liberar 50 milhões para o RS. Mentira que foi aprovado pela sociedade. Quem foi consultado? Doação tem que ser particular. Estado não pode dar dinheiro arrecado dos contribuintes. Deu 50 milhões pq não saiu da conta do seu vice Pivetta né. No fim, dinheiro público não tem dono mesmo. Cara de pau hein Mauro Mendes. Tá confundindo sua reeleição com popularidade. Não se esqueça que sua adversária foi a esposa do paletó, só por isso ganhou com folga.
Fagner Lemos 18/07/2024
Tá no mínimo estranho esse Misael falar que o caixa da associação está vazia. Arrecadação de 900 mil/mês e o gasto? Só acredito vendo.
Anselmo 18/07/2024
Engraçado que para liberar 50 milha pra ajudar o Sul foi só dar uma canetada. Mas é assim mesmo Governador, lá no camelô tem muita eleitor teu, parabéns para eles! SIC SIC
Lucas 18/07/2024
Ta certo, tem que ajudar e contribuir na medida do que é possível. Não é sair liberando dinheiro sem limite pra recosntruir Shopinng (estabelecimento privado) Popular só no nome, porque o Bonitinho, o "coitadinho" do Administrador não quis fazer seguro do Prédio. Oras, se você é administrador, tem que ter responsabilidade, a vida não é assim com todos nós, então.
João bosco 17/07/2024
Eh Sr..Lá neste Shopping são todos carente com lojas valendo na faixa de 350.000 e Aluguel acima de 4.500,00 e mole....
Gertrudes Coophema 17/07/2024
Lojistas são abastados. Um seguro contra incêndio furto inundação e raios elétricos custa apenas trinta e oito reais mensais mais barato que doze latinhas de cerveja. Lojistas poderiam ter economizado na cerveja e pago seguro. Não ajude governador. Nosso imposto não é capim.
7 comentários