O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) acredita que a gestão está sendo vítima de "espetacularização", por parte dos adversários, e defendeu que é natural que ocorram problemas em obras diante dos investimentos feitos ao longo dos últimos sete anos de governo. A fala de Pivetta foi realizada ao comentar sobre as críticas feitas quanto à qualidade do asfalto de trecho da MT-170, a antiga BR-174, que foi estadualizada.
"Nós fizemos quase 7 mil quilômetros de novas rodovias. É normal que tenha mil quilômetros com um problema, o que nós não podemos é ser passivos, aceitar os problemas como [algo] normal. Agora, o que estão fazendo é muita espetacularização de alguns problemas pontuais que nós tivemos", defendeu.
"O fato é que nós estamos agindo de acordo com a lei. O nosso secretário de Infraestrutura [Marcelo de Oliveira] tem toda a autonomia para tomar todas as medidas, sempre teve. Ele está aí há sete anos e quatro meses, o secretário mais longevo da história de Mato Grosso. Você sabe de algum processo que ele tenha cometido alguma improbidade?", questionou, defendendo integridade do Governo.
A MT-170 entrou na mira do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que vai apurar in loco os problemas apresentados por moradores e políticos, como o senador Wellington Fagundes (PL), que chegou até a trocar farpas com o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil).
Durante a entrevista, Pivetta reforçou que o Estado tentou dialogar com as empresas que executaram as obras, mas não chegaram em um ponto de interesse em comum, abrindo caminho para rescisão e acionamento do setor jurídico, já que as obras tinham garantia de cinco anos.
"Nós tentamos conversar com as empresas, inclusive conversamos com as empresas, e as propostas que vieram para a gente [eram em] uma possibilidade de acordo [que] não é do interesse público. Então nós vamos cumprir o rito legal daqui para frente, vai ser cumprido o rito legal, que é a rescisão dos contratos e os encaminhamentos jurídicos necessários para tentar rever esse prejuízo que o Estado está tendo", pregou.
A obra de pavimentação da antiga BR-174 está dividida em seis lotes, totalizando 271,6 km na região noroeste do estado. O processo de rescisão foi aberto porque a Sinfra entende que ocorreu erro de execução nas obras dos lotes 1 e 2 da rodovia, entre Castanheira e Juruena. Ou seja, que o trabalho realizado pelas empresas MT Sul e Agrimat não atenderam o que estava previsto nos projetos. Elas estão sendo notificadas e devem apresentar suas defesas.
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