Nas últimas semanas, caso de dezenas de cuiabanos em situação de vulnerabilidade econômica que fazem fila em frente a um açougue que doa o resto dos alimentos vendidos, os ossos, repercutiu nacionalmente. Situação evidencia o aumento da pobreza em Mato Grosso durante a pandemia de Covid-19. Enquanto isso, gestores não assumem a culpa e garantem que agem no âmbito da Assistência Social.
Governador Mauro Mendes (DEM), na manhã desta segunda (26), afirmou que responsabilidade é da Prefeitura de Cuiabá e que o município é que deveria fortalecer suas políticas de auxílio. O Executivo municipal, em resposta, emitiu nota em que reafirmou suas ações voltadas às pessoas em situação de vulnerabilidade social e lamentou que o governador ataque os profissionais da pasta.
“Em 2020, sensível à pandemia causada pela pandemia do novo coronavírus, a Prefeitura de Cuiabá – foi pioneira – e instituiu o programa Renda Solidária, para atendimento exclusivamente com benefício no valor de R$ 500 pelo período de três meses a feirantes em geral, carroceiros, catadores de recicláveis, ambulantes e profissionais do transporte escolar”, diz trecho do documento.
Prefeitura pontuou, ainda, que executa rotineiramente atividades de abordagem à população em situação de rua e tem 14 unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) para cadastramento de famílias ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e ao programa Bolsa Família.
“Por fim, lamenta que mais uma vez que os profissionais que desempenham a honrosa função de desenvolvimento da política de assistência social para administração pública em Cuiabá e, não o assistencialismo, tenham o desempenho de suas atividades preteridas por parte do governador do Estado. Mais uma vez, a fala infeliz demonstram falta de sensibilidade, diálogo e respeito aos servidores”.
Conforme noticiou o
, apesar disso, Mato Grosso figura entre os estados com cenário difícil com muitos casos de pessoas em extrema pobreza, mesmo sendo o campeão na produção de alimentos. Em três anos, extrema pobreza em todo o estado aumentou 21,3%. Até abril, foram mais de 398 mil pessoas nessa situação, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Assistência Social e Cidadania (Setasc).
Leia, abaixo, a nota da Prefeitura de Cuiabá:
A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência esclarece:
Vicente Aquino
Secretária Hellen Janayna Ferreira de Jesus recebe com indignação críticas do governador
- Ações voltadas à população em situação de vulnerabilidade social recebem atenção diferenciada da Prefeitura de Cuiabá, que tem como premissa uma gestão humanizada;
- Em 2020, sensível à pandemia causada pela pandemia do novo coronavírus, a Prefeitura de Cuiabá - foi pioneira - e instituiu o programa Renda Solidária Cuiabá, para atendimento exclusivamente com benefício no valor de R$ 500 (pelo período de três meses) a feirantes em geral; carroceiros; catadores de recicláveis; ambulantes e profissionais do transporte escolar;
- Mantém serviços, programas, projetos e benefícios da política de Assistência Social em todas as unidades, sendo mais de 47 mil famílias referenciadas aos CRAS;
-Realiza ainda projetos executados rotineiramente de busca ativa às famílias, trata-se do “Quero te Conhecer” Pop Rua que consiste na abordagem social da população em situação de rua para sensibilização e reconhecimento da importância do acolhimento em uma das quatro unidades do município ou até mesmo, contribuir para que essas pessoas retornem às cidades de origem; e Imigrantes para sensibilização desta população que utiliza das ruas na capital;
-O município conta com 14 (quatorze) unidades do Centro de Referência de Assistência Social- CRAS, que oferecem o serviço de fortalecimento de vínculos, bem como realizam o cadastramento de famílias junto ao Cadastro Único possibilitando o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e ao Programa Bolsa Família, dentre outros;
- Só no ano de 2020, o Município realizou a concessão de 8.184 benefícios eventuais (cestas básicas, caixas de leite e kits de natalidade) para pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. Já no ano de 2021, somam mais de 13.387 benefícios concedidos (cestas básicas, caixas de leite e kits de natalidade);
- Cuiabá possui 17.115 beneficiários do BPC, que atende a idosos e pessoas com deficiência. Outras 24.167 famílias são atendidas pelo Bolsa Família (CadÚnico);
-Reitera que os serviços da política de Assistência Social são escopo de atuação e realizados de forma rotineira pela busca da garantia de direitos das famílias atendidas.
-A secretária da pasta, Hellen Ferreira, servidora efetiva do Executivo Municipal, recebe com indignação as críticas do governador do Estado. Pondera que não refletem os anos de dedicação e de esforço na construção e execução de políticas públicas eficazes. Considera ainda que os apontamentos são descabidos, frágeis e refletem o desconhecimento por parte do gestor do Estado
- Lamenta que mais uma vez que os profissionais que desempenham a honrosa função no desenvolvimento da política de assistência social para administração pública em Cuiabá e, não o assistencialismo, tenham o desempenho de suas atividades preteridas por parte do governador do Estado;
-Solicita ainda que o município de Cuiabá, como ocorre habitualmente, deixe de ser preterido por parte do Governo do Estado no que tange ao atendimento às famílias em vulnerabilidade; visto que em nenhum momento a Secretaria fez parte do planejamento ou execução das ações de cidadania realizadas pelo Estado, diferente do divulgado;
- Por fim, lamenta a fala infeliz citando que só demonstram a languidez , a falta de sensibilidade, diálogo e respeito aos usuários e servidores.
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HELO 27/07/2021
Depois que os nossos salários tiveram os descontos previdenciários aumentados de 11% para 14% o poder de compra diminuiu. Com a pandemia muitos aposentados passaram a ser os únicos provedores da família. O caos se instalou e a pobreza passou a ter sempre menos. culpa de quem?????? Dos políticos que reformaram a previdência .....
Rafael 27/07/2021
Os artigos estão abolidos dos inícios dos textos deste site? É horrível ler "Prefeitura pontuou, ainda, que...", "Governador Mauro Mendes afirmou". Até onde eu sei, "O", "A" devem ser usados, especialmente para ajudar na melhor compreensão do texto ao leitor. Óbvio que tem momento que não precisa, mas abolir de tudo não existe. Não sei quem inventou isso, mas arrumem. Tá horrível.
2 comentários