O conselheiro Valter Albano afirma repudiar o afastamento do Tribunal de Contas do Estado, que, segundo ele, teria sido decretado com base em delações sem nenhuma prova. Ele ressalta que nunca foi condenado em nenhum processo e que não agiu de maneira ilícita em nenhum dos 45 anos de vida pública.
Albano e outros quatro conselheiros foram afastados nesta quinta (14), após decisão do ministro Luiz Fux do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão surge após a delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) apontar para a existência de um grande esquema de corrupção no Tribunal.
Por nota, o agora conselheiro afastado diz que "confia na Justiça" e que tem "a certeza de que o tempo e as investigações irão demonstrar a veracidade dos fatos”. Ele pontua que nunca deixou pessoas autorizadas por ele agirem de maneira incorreta.
Afastamentos
A decisão do STF também atingiu os conselheiros José Carlos Novelli, Waldir Teis, Antônio Joaquim (presidente do TCE) e Sérgio Ricardo, que já estava distante das funções, por suposta compra de vaga. Apenas o conselheiro Domingos Neto não foi afetado. Por causa disso, assumiu o comando do Tribunal.
Os afastamentos foram confirmados por Antônio Joaquim em uma postagem na página pessoal no Facebook. Diante da situação, a assessoria do TCE informou que a sessão plenária que seria realizada hoje foi suspensa, assim como o expediente administrativo, com objetivo de não atrapalhar a ação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal, que cumpriram mandados de busca e apreensão no prédio do órgão.
Esquema
Silval teria sido procurado em 2013 pelo então presidente do TCE, José Carlos Noveli, que lhe ofereceu vantagens no tocante a diversas situações do governo que envolviam uma soma vultuosa de valores e que estavam sob fiscalização do Tribunal de Contas, como as obras da Copa, os incentivos fiscais, o programa MT Integrado, obras em andamento nas secretarias estaduais como um todo, bem como a aprovação das contas da gestão. Em troca, Noveli teria cobrado propina de Silval.
O ex-governador teria fechado um acordo de pagamento mensal de R$ 3,5 milhões a serem distribuídos a cinco conselheiros do Tribunal de Contas em 14 parcelas, que na soma total o valor chegaria num montante de aproximadamente R$ 53 milhões, para ser dividido entre eles.
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Nivaldo Teodoro de Mello 15/09/2017
Vergonhoso! o país precisa ser passado a limpo com a urgência que o caso requer. Conselheiro dos Tribunais de Contas e ministros do TCU e do STF, devem deve ocorrer por meio de concursos públicos para auditor do TCE, TCU e Juiz de carreira no Judiciário. o resto é balela.
Gonçalo 15/09/2017
Isso é o que ele diz, contrariando investigações e uma atitude honesta da verdadeira JUSTIÇA.. Espero que esta prevaleça sobre o mal.
Causídico. 15/09/2017
O momento é delicado, as acusações de um criminoso ensejar o afastamento de 5 conselheiros, não é razoável! Acredito, que, em observância a postura do Conselheiro Valter Albano, como homem público, por si só, me faz acreditar em sua inocência. O tempo e as devidas investigações irão provar sua inocência a sociedade.
Pedro augusto 14/09/2017
Tenho certeza que o valter albano é inocente e esse novelli é culpado e devia ir pra cadeia e morrer la junto com o silval
4 comentários