A Corregedoria Nacional de Justiça determinou a abertura de reclamação disciplinar para apurar a conduta do juiz Wladymir Perri, do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT). Em audiência na 12ª Vara Criminal de Cuiabá, o magistrado deu voz de prisão à mãe de uma vítima que se manifestou contra o acusado de assassinar seu filho.
Na decisão, o corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, cita que não foram observadas as determinações do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, regulamentado pela Resolução CNJ n. 492/2023. O corregedor frisa que Perri não teria zelado pela integridade psicológica da mulher “que também é vítima, ao menos indireta, do crime, pois é mãe da pessoa falecida”.
Em referência à norma aprovada pelo Plenário do Conselho Nacional de Justiça em março, a decisão ressalta que, ao julgar com perspectiva de gênero, juízes e juízas atuam na contenção de danos e “promovem a interrupção de atos involucrados em vocabulários e/ou linguagens ofensivas, desqualificadoras e estereotipadas, sejam estas proferidas no curso de uma audiência ou formatadas em peças processuais, tudo mediante termo nos autos, para substanciar a análise sob tal perspectiva, conforme compromissos assumidos pelo Brasil na ambiência internacional”.
Para o ministro, o juiz do TJMT “não só não procurou reduzir os danos já tão graves experimentados pela depoente, como potencializou suas feridas, ao permitir que o ato se tornasse absolutamente caótico, findando com a prisão da declarante.” Ele observou ainda que o magistrado agiu de forma truculenta com a promotora que acompanhava a audiência, em possível violação ao dever de cortesia com os membros do Ministério Público, conforme prevê o art. 22, Código de Ética da Magistratura Nacional.
Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse








Anselmo 04/11/2023
Cadê o falso Zé da juquira para vir defecarcsua diarreia mental?
Antunes Silva 31/10/2023
se lascou, pensa que porque tem cargo de desembargador virou imperador.
Paulo 30/10/2023
Nossa esse Pedro e um facista Bolsonarista de carteirinha ,sempre ataca do os menos favorecidos Sai de retro satanás .
Sergio 30/10/2023
Esse juiz tem que ser afastado imediatamente , mostrou ser parcial Tomando decisão que lhe vier na cabeça . Não serve para ter um cargo desse , gente assim já está contaminada com a arrogância do poder Mandou prender uma mãe em luto ,num ato da mais extrema covardia .
Pedro 30/10/2023
A promotora ao invés de contornar a situação preferiu deixar a mulher falar tudo que queria e dar no que deu. Primeiro de tudo, a promotora deveria estar presente na audiência. Tem medo ou nojo de gente?
APOLINARIO GENTIL USKNOV 30/10/2023
Com esse nome e na atual conjuntura do nosso "valoroso" judiciário, tem algum TOLINHO que acredita que vai dar em alguma coisa para essa "EXCELENCIA"? É capaz de condenarem a mãe a trinta anos de prisão e colocarem tornozeleira [que nada mais é que uma liberdade disfarçada de prisão] no Réu. MAS FAZE O QUÊ, MANDA QUEM PODE E OBEDECE QUEM TEM JUIZO [OU MEDO].
6 comentários