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Judiciário Quarta-feira, 17 de Junho de 2026, 09:22 - A | A

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ÓRGÃO ESPECIAL

TJ demite juíza por faltas excessivas e por passar a maior parte do tempo fora de MT

Como a juíza estava em estágio probatório, ela foi demitida e não terá direito a nenhum benefício salarial

João Aguiar e Patrícia Sanches

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) demitiu a juíza Tatiana dos Santos Batista, da Comarca de Vila Bela da Santíssima Trindade (a 522 km de Cuiabá). Ela respondia a sindicância aberta pela Corregedoria-Geral de Justiça, sob o desembargador José Luiz Leite Lindote.

Conforme apurado pelo , o julgamento foi concluído na semana passada e a decisão não foi unânime. Como a juíza estava em estágio probatório, ela foi demitida e não terá direito a nenhum benefício salarial. Ela ainda pode recorrer da decisão.

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juíza Tatiana dos Santos Batista

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Tatiana dos Santos Batista foi afastada em junho do ano passado, também pelo Órgão Especial do TJMT. Como informado pelo , a magistrada foi alvo de sindicância da Corregedoria-Geral por supostas irregularidades operacionais na tramitação de processos, como despachos genéricos.

Além disso, também foi investigada por passar a maior parte do tempo fora de Mato Grosso, sem autorização do TJMT. Conforme os autos, em uma das ocasiões, ficou mais de 50 dias sem comparecer à comarca. Conforme o relatório, foram constatadas anomalias em procedimentos. “Isso porque, a análise realizada revelou a existência de irregularidades procedimentais e operacionais na tramitação dos processos, que ensejam apuração mais aprofundada”, diz trecho.

Entre as anomalias, estão: despachos genéricos e sem o devido impulsionamento efetivo do processo, o popular “despacho balão”. “Trata-se da infeliz prática de ‘despacho balão’ para burlar conclusões dos cem dias e impedir a entrega da prestação jurisdicional”, consta no relatório.

Além disso, a correição também verificou expressivo volume de processos pendentes na unidade – mais de 2 mil, dos quais aproximadamente 1.347 ainda se encontram na fase de conhecimento.

Além das questões com os processos, houveram conversas de que a juiza não permanece na Comarca de Vila Bela. “Inclusive com relatos, segundos os quais, permanece a maior parte do tempo fora desta Unidade da Federação, sem, aparentemente, qualquer autorização do Tribunal de Justiça”.

“Tais inconsistências demonstram falhas na gestão da Unidade, no cumprimento de determinações normativas e dos deveres funcionais previstos no Código de Ética da Magistratura Nacional”, completa.

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APOLINÁRIO GENTIL USKNOV 18/06/2026

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Carmem Lucida 18/06/2026

Provavelmente o sorriso largo,pesou contra.Eles não aceitam.É pré-requisito para magistratura,fazer cara que tá comendo giló.

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2 comentários

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