A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso formou maioria, nesta quarta (03), para anular a absolvição da bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, acusada de atropelar os jovens Ramon Alcides Viveiros, Mylena de Lacerda Inocêncio e Hya Girotto em frente à Boate Valley, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá, em dezembro de 2018.
Ramon e Mylena morreram. Já Rafaela foi absolvida por decisão do juiz Wladymir Perri, ex-titular da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, em dezembro de 2022.
O desembargador Pedro Sakamoto seguiu o relator, desembargador Rui Ramos, e formaram maioria na decisão que também determina que a bióloga seja submetida a júri popular. O julgamento, porém, foi suspenso após o desembargador Jorge Luiz Tadeu pedir vistas do processo.
O caso
O acidente aconteceu em 23 de dezembro de 2018, quando Myllena Inocêncio, 22 anos, Ramon Alcides, 25 anos, e Hya Girotto, 25 anos, saíam da boate Valley, na Avenida Isaac Póvoas, e foram atropelados por Rafaela, que estava embriagada. Myllena morreu a caminho do hospital, enquanto Ramon faleceu horas após ser internado. Hya foi a única sobrevivente, porém, teve ferimentos graves que a deixaram com sequelas permanentes.
Em dezembro de 2022, o juiz Wladimir Perri absolveu a bióloga, destacando que Myllena, Ramon e Hya assumiram o risco ao usarem a via pública “violando completamente o princípio da confiança que deve ser observado entre os seus usuários”.
Segundo o magistrado, a bióloga errou ao ingerir bebida alcoolica e dirigir, mas não foi o fator "determinante" para o acidente, e sim, a "imprudência" das vítimas por atravessarem fora da faixa e durante tráfego "intenso". Em abril de 2023, ela recuperou o direito de voltar a dirigir.
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Mercê 04/07/2024
Como assim juiz Wladimir, quer dizer que eu assumo o risco então daí quem atropela não tem culpa?! São magistrados como o senhor que demonstra que a justiça pende pra quem tem $. Hipocrisia, esta "biológa" tem que oagar pelo que fez!
1 comentários