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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Militares e esposas xingam Leonardo e Bolsonaro irritados com mudança - vídeos

Mikhail Favalessa e Jacques Gosch

Reprodução

Leonardo e cícero Antônio

Deputado Leonardo, que fez vídeo antes da votação, e major Cícero Antônio, da Famil-MT

A Famil-MT, associação que reúne as famílias de militares no Estado, acusou o deputado federal Leonardo Albuquerque (Solidariedade) de “traição” depois que a comissão especial da Câmara aprovou, na terça (29), o projeto de reforma da Previdência da classe. O parlamentar teria prometido defender os interesses de pensionistas e praças, mas é acusado de votar a favor de mudanças que os prejudicaram.

O projeto de lei 1645/2019 foi aprovado na sessão da comissão especial de ontem (29), que chegou a ser suspensa por causa da reação de representantes dos praças contrários ao texto do relator, deputado Vinícius Carvalho (PRB-SP). Além do Exército, a reforma atinge a previdência da Aeronáutica e da Marinha.

O texto foi aprovado com 23 votos favoráveis e um contrário. O painel de presença mostra que Leonardo, que era titular da comissão, esteve presente. Antes, o deputado havia gravado um vídeo prometendo apoio às demandas levadas pelos militares. 

Arquivo Pessoal

capa major C�cero Antonio

Major Cícero Antônio conduz a Famil-MT

Segundo a assessoria de imprensa do deputado, Leonardo não esteve presente na votação do texto na comissão, porque estava dando início aos trabalhos da Frente Parlamentar da Psoríase e Artrite Psoriásica, da qual é presidente. Leonardo destacou que apresentou emenda incluindo policiais militares, bombeiros e mulheres. Apesar de a emenda ter sido rejeitada, seu teor teria sido incluído no texto do relatório final, aprovado ontem.

Outro destaque apresentado pelo parlamentar propunha estender gratificação de formação a todos os militares e acabava com a diferenciação por cursos e qualificações que serão normatizados internamente pelas forças armadas. A proposta foi rejeitada sob argumento de que traria impacto de R$ 130 bilhões em 10 anos, além de estender uma gratificação a todos os integrantes das Forças Armadas.

"Infelizmente, o deputado foi derrotado. A maioria votou contra a proposta, por 18 votos contra 10. Tendo a consciência de que fez sua parte e que vivemos uma democracia, Dr. Leonardo continua à disposição para o diálogo, como sempre esteve", diz trecho da nota.

Nas redes sociais, o presidente da Famil-MT, major Cícero Antonio, publicou um texto em que afirma que o projeto não trata igualmente os militares. Graduados do Quadro Especial, as pensionistas e o pessoal que passou para a inatividade entre 2000 e 2019 “serão profundamente prejudicados”. Segundo a associação, eles sofrerão aumento na contribuição para a previdência, mas não terão aumento na remuneração nos próximos anos.

“O que dizer também para a mãe do militar temporário que a partir de 2020 perder um braço ou uma perna em acidente de serviço e simplesmente for mandado embora da Força? Como esse ex-militar deficiente irá sobreviver? Essas são perguntas que deveriam ser respondidas antes da aprovação dessa famigerada lei”

Cícero Antônio, presidente da Famil-MT

“O que dizer também para a mãe do militar temporário que a partir de 2020 perder um braço ou uma perna em acidente de serviço e simplesmente for mandado embora da Força? Como esse ex-militar deficiente irá sobreviver? Essas são perguntas que deveriam ser respondidas antes da aprovação dessa famigerada lei”, questionou a Famil-MT.

O texto aprovado determina que o tempo mínimo de serviço deve passar dos 30 anos atuais para 35 anos, com pelo menos 25 anos de atividade militar, tanto para homens quanto para mulheres. A aposentadoria deve ser integral e com os mesmo reajustes dos militares da ativa.

As contribuições referentes às pensões para cônjuge ou filhos, por exemplo, aumentarão dos atuais 7,5% da remuneração bruta para 9,5% em 2020 e 10,5% em 2021. Pensionistas, alunos, cabos e soldados e inativos, atualmente isentos, passarão a pagar essa contribuição, que incidirá ainda em “casos especiais”.

“Ao deputado Leonardo o nosso total repúdio, o senhor nos envergonha, um parlamentar sem palavra que não merece mais um voto sequer de confiança, qual a finalidade de um político senão defender o direito do povo”, criticou o presidente da associação.

Com a reforma, a previsão do Ministério da Economia é reduzir R$ 10,45 bilhões em gastos com a previdência dos militares em 10 anos. Em comparação, a reforma dos civis, já aprovada pelo Senado, tem uma economia de R$ 800 bilhões no mesmo período.

“Apoiamos o Presidente Jair Messias Bolsonaro, porém não podemos nos calar diante dessa maldade contra nossa classe, ataque esse que irá afetar principalmente a nossa base de praças e pensionistas. O nosso sentimento hoje é de indignação e vamos levantar uma campanha para que seja vetado!”, defendeu o major do Exército.

O projeto tramita em caráter conclusivo e o texto aprovado pela comissão pode seguir diretamente para o Senado, sem passar pelo Plenário da Câmara. Contudo, o Psol articula um requerimento para que o projeto seja votado no Plenário. Para que isso ocorra, são necessárias, no mínimo, 51 assinaturas dos deputados.

Prostesto na Câmara 

Após a votação, a  Câmara dos Deputados foi palco de cenas de arrependimento dos eleitores do presidente da República  Jair Bolsonaro (PSL) na tarde desta terça  (29).

Aos gritos e lágrimas, militares que eram antigos apoiadores fizeram críticas relacionadas às mudanças que  nas aposentadorias da categoria.   

 " Bolsonaro , nem você, nem seus filhos vão ter voto da família militar. Todos nós estamos nos sentindo traídos. Mas 2022 vem aí. Assim como eu trabalhei para o senhor entrar,  eu sou a primeira a trabalhar contra. A gente não é pouco (sic)”, disse uma mulher que se identificou como esposa de militar durante o protesto.

 O aumento do rendimento dos militares era uma das promessas do governo Bolsonaro durante a campanha eleitoral. A partir dessa pauta, o atual presidente conseguiu angariar votos da ala conservadora. 

Em um vídeo que está circulando na internet, uma eleitora aparece descontente com o atual encaminhamento  da bancada bolsonarista perante os  militares.

"Eu coordenei carreata para o senhor. Eu gritei  Bolsonaro 17   enquanto eles estavam debaixo dos seus ares condicionados. E hoje o senhor trai a tropa dessa maneira. O senhor que cresceu em cima de nós", disse uma das manifestantes na Câmara. 

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Nildo Naves 31/10/2019

Tratado o futuro dos militares praças com irresponsabilidade e descaso. São parlamentares de araque, que não tem atitude positiva e não prosperará.

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Arlene Robô 31/10/2019

Esperamos que o presidente reorganize esse critério e reveja uma maneira de valorizar as forças armadas. Nos governos petistas já houve extrema depreciação com as carreiras, tudo será resolvido.

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Antonio ribeiros 31/10/2019

DEP LEONARDO, ESPERAMOS QUE VC REVEJA A SUA POSTURA DIANTE DA FAMILIA MILITAR, CORRIGINDO O ERRO DE NAO PARTICIPAR DA VOTAÇÃO, ESPERAMOS VC EM PLENARIO. OK

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Alberto 31/10/2019

Os militares não fazem nada, ficam o dia todo nos quartéis, correndo e treinando para que? Guerras? Sem dizer dos privilégios que possuem, como casas para morar, com água e energia as custas do Exército. Alguém já viu a mansão que mora o General da 13ª Brigada no Santa Rosa??? Tem todas a regalias e ainda pagam previdencia abaixo dos trabalhadores civis. Chega, a mordomia tem que acabar.

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Andre 30/10/2019

Parabéns, chega de PRIVILÉGIOS!!!! Parem de pensar somente em vossos umbigos e pensem em TODOS!!! NINGUÉM deveria ter tratamento diferenciado, nem políticos, nem militares, desembargadores, enfim. TEM QUE ACABAR COM A MAMATA DE TODOS, CHEGA DE PAGAR PENSÕES ALTÍSSIMAS PARA MULHERES E FILHAS DE MILITARES!!! CONHEÇO UMA FILHA DE MILITAR COM QUASE 60 ANOS QUE NUNCA SE CASOU PARA NÃO PERDER A GORDA MAMATA MENSAL!!! PESQUISEM ISSO E VÃO ACHAR MUITO MAIS!!!

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Nilton Ferreira 30/10/2019

mas porque esse tratamento diferenciado para militares e parlamentares?

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Fonseca 30/10/2019

chegou a matéria aqui em Curitiba, eu como cacerense, com famílias em Cáceres, temos vergonha desses tipos de políticos //// #issoéumavergonha

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Airtão 30/10/2019

tá gravado, ele disse aos servidores na câmara de vereadores de Cáceres, vou estar com vcs, na hora de votar, votou contra os servidores. Agora faz o mesmo com os militares do exercito. O povo já viu o que elegeu, o que fala, não sustenta.

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pocone pantaneiro 30/10/2019

Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

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JAIR 30/10/2019

Gostaria que esse major explicasse também as gordas aposentadorias de militares jovens com muita energia e saúde para trabalhar, tanto quanto ele. Esse exercito é o elefante branco do nosso país, despesa absurda, alegam que se houver guerra estão a disposição, mas se isso realmente acontecesse esse povo não tem preparo algum, não fazem treinamento. Sem contar as filhas que nunca casam legalmente para ter pensões vitalícias do exercito, embora convivam em união estável e tem filhos. E por último a lei deve ser igual para todos. Só para lembrar o exemplo que deram, caso ocorra algum acidente já é previsto em lei a integralidade.

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Julho 30/10/2019

Pensa num deputado inexpressivo, que não representa nada com coisa nenhuma. Só MT pra colocar uns energúmenos desses no poder.

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Rose 30/10/2019

Leonardo é uma vergonha para Cáceres, não ganha nem pra presidente de bairro mais

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Ana Amélia 30/10/2019

Leonardo é assim mesmo, de manhã fala uma coisa, a tarde muda, de noite não lembra de nada. Decepção!

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Marcelinho 30/10/2019

Esse deputado fez a mesma coisa na reforma da previdência.Numa audiência pública na Câmara Municipal de Cáceres, deu juras que votaria contra a Reforma, a qual chamou de jabuti, mas no plenário votou a favor da mesma. Esse nós conhecemos, mas falso que tábua de andaime. Leonardo é o próprio jabuti na Câmara Federal.

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Moreira 30/10/2019

Essa turma quer mais privilégios. Triste demais esse Brasil. Vamos ser um pouco mais altruístas?

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15 comentários

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