Em meio à campanha de segundo turno do candidato à reeleição, Lula da Silva (PT), a esquerda em Cuiabá comemorou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1, votada pelo Senado nessa quarta-feira (14). Em vídeo, compartilhado no perfil do Partido dos Trabalhadores da Capital no Instagram, a presidente do diretório Edma Assis da Cruz Macedo afirmou também que a cidade segue mobilizada.
"Notícia maravilhosa: acaba de ser aprovado o fim da escala 6x1 e nós, de Cuiabá, seguimos firmes e mobilizados para eleger nosso presidente Lula, para continuar defendendo o direito do trabalhador e trabalhadora", afirmou Edma.
O partido segue com uma semana de agendas em Cuiabá e Várzea Grande, que incluem atos de mobilização em diferentes pontos dos municípios.
Fim da escala 6x1
O Senado Federal aprovou em dois turnos, na noite dessa quarta-feira (14), o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 — modalidade de seis dias trabalhados para um de descanso. Os senadores por Mato Grosso, Carlos Fávaro (PSD), Jayme Campos (União) e Wellington Fagundes (PL), votaram a favor.
Nos dois turnos, 75 senadores votaram pela aprovação do texto. Apenas um, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), votou contra. Três não participaram: Rogério Marinho (PL-RN), Ciro Nogueira (PP-PI) e Marcio Bittar (PL-AC).
O que diz a PEC que acaba com a escala 6x1?
O texto reduz o atual teto constitucional de jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e institui dois dias de folga, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Ao todo, serão 14 meses de transição: duas horas serão adotadas 60 dias após a promulgação e as outras duas um ano depois.
O tempo de transição foi proposto para permitir que os empresários possam se adaptar. A PEC garante que não haverá redução salarial.
Quem ganha até dois tetos e meio de benefícios do INSS, que hoje soma cerca de R$ 22 mil, com carteira assinada, não será sujeito às regras da jornada, à exceção do funcionalismo público, incluindo empresas estatais, e categorias que tenham definições por convenções coletivas.
Flávio se colocava contra a proposta. Devido à pressão popular, no entanto, o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou que votaria favoravelmente à matéria em nome da “maioria dos brasileiros”.
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