A abstenção e os votos brancos e nulos caíram no segundo turno das eleições presidenciais neste domingo (25). A taxa de ausentes foi a menor para um segundo turno desde 2006, enquanto os votos inválidos atingiram o menor patamar das disputas presidenciais neste século. As informações são da Folha de S. Paulo.
Com 99,89% das urnas apuradas, a abstenção estava em 19,21%, ante 21,08% no primeiro turno — redução de 1,87 ponto percentual. Cerca de 30,4 milhões de eleitores deixaram de votar, mas o comparecimento cresceu em aproximadamente 3 milhões em relação à primeira etapa.
Os votos brancos e nulos, desconsiderados no resultado final, somaram 3,23%, contra 4,77% no primeiro turno.
O aumento da participação ocorreu apesar das falhas no transporte público identificadas pelo Ministério da Justiça em municípios de diferentes estados. Em Salvador, a Justiça Eleitoral determinou a prisão do secretário de Mobilidade, Pablo Souza.
Os problemas levaram o PT a pedir a prorrogação da votação. O PL também solicitou a medida em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, devido às chuvas intensas. Decisões do STF e do TSE estenderam o horário até as 19h, mas diversas seções já haviam encerrado as urnas, impedindo novos votos.
A abstenção caiu em 18 estados e subiu em nove. A Bahia registrou a maior redução, de 19,97% para 16,74%, seguida por Pernambuco, de 18,17% para 15,19%. Lula venceu nos dois estados. Em São Paulo, onde Flávio Bolsonaro obteve a maioria dos votos válidos, a taxa recuou de 22,54% para 19,79%.
As maiores altas ocorreram no Amapá, em Roraima e no Acre, com aumentos de 8,06, 6,03 e 5,68 pontos percentuais, respectivamente.
A primeira redução da abstenção entre os turnos havia ocorrido em 2022, quando a taxa passou de 20,95% para 20,57%. Até então, o percentual de ausentes sempre aumentava na segunda etapa.
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