Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que as duas cortes falharam na condução do pedido de prorrogação da votação e esperam contestações da campanha derrotada, independentemente do resultado. As informações são da Folha de S. Paulo.
Segundo o jornal, dois magistrados e um interlocutor de outro reconhecem que a ampliação do horário das 17h para as 19h provocou confusão e abriu espaço para questionamentos. Apesar disso, eles descartam, neste momento, uma medida como a anulação da eleição.
Entre integrantes do STF, há críticas à atuação do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. A avaliação desse grupo é que ele demorou a analisar as denúncias de problemas no transporte público que dificultaram o deslocamento de eleitores em diferentes cidades do país.
Diante da demora, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreu ao Supremo, onde a tramitação também foi lenta. O pedido chegou às 15h46 e levou quase uma hora para ser distribuído ao ministro Cristiano Zanin. A decisão foi divulgada pelo gabinete mais de meia hora depois. O STF não explicou a demora.
Zanin determinou a extensão da votação até as 19h em todo o Brasil, mas a comunicação oficial não chegou a tempo às seções eleitorais. Muitos locais encerraram os trabalhos às 17h, conforme o horário inicialmente previsto.
Após o impasse, o ministro esclareceu que as urnas já encerradas permaneceriam fechadas. A prorrogação deveria ser cumprida apenas nas seções que continuavam abertas. O TSE ainda levantava os locais em que a votação havia sido estendida.
Às 19h, os ministros do tribunal eleitoral se reuniram para acompanhar a totalização dos votos. Uma pessoa ouvida pela Folha relatou que o ambiente era de normalidade. Kassio afirmou a um auxiliar que pretendia anunciar o resultado ainda neste domingo (25).
Na avaliação de um interlocutor, o TSE deve preservar a normalidade institucional e analisar eventuais contestações à medida que forem apresentadas à Justiça Eleitoral.
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