Parentes de policiais mortos entre 2013 e 2014 participaram de uma homenagem promovida pela ONG Rio de Paz na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, nesta terça-feira (9). Em meio ao ato, o menino Cauã Aquino, de 11 anos, chamou a atenção ao segurar uma placa que levava a seguinte mensagem: "Não quero uma bandeira e um herói morto. Quero proteção do estado e um pai vivo".
Cauã acompanha o pai, o sargento Carlos Aquino do 25º BPM (Cabo frio), em todas as manifestações. Eles confeccionaram juntos cartaz. Segundo Carlos, o menino ficou preocupado quando soube que as famílias dos policiais mortos ganham uma bandeira do governo.
"Quero ser policial, jogador de futebol ou veterinário. Tenho muito orgulho do meu pai, mas não quero que ele morra", disse o menino Cauã.
No ato, foram fincadas 152 cruzes pretas – número que corresponde à soma dos policiais militares mortos em dois anos, e fotos dos PMs assassinados. Parentes colocaram flores ao lado das cruzes.
O soldado Alexsander Oliveira, atingido por uma granada quando fazia um patrulhamento pela equipe da UPP Fallet/ Fogueteiro, em 2011, disse que é preciso melhorar as condições de trabalho.
"Fui reformado como soldado, e não mudaria nada porque essa foi a profissão que escolhi pra minha vida. Mas é preciso dar mais atenção à vida não só dos policiais, mas todo mundo", disse o soldado que estava na PM havia pouco mais de um ano quando perdeu as duas pernas com o estouro de uma granada lançada por traficantes.
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