Anne Casaes, de 38 anos, conhecida como “dama do crime”, foi presa preventivamente nessa terça-feira (15), em Belo Horizonte (MG), durante a Operação Reversus, da Polícia Civil de Mato Grosso. A ação mirou um grupo suspeito de ser especializado em golpes e fraudes eletrônicas na modalidade do “falso intermediário”. Anne foi liberada pela Justiça no mesmo dia.
Conforme apurado pelo
, ela é moradora de Cuiabá e estava na capital mineira para realizar uma cirurgia plástica, feita no início do mês. Nas redes sociais, Anna se apresenta como CEO e fundadora de um instituto de beleza em Cuiabá. Ela também posta fotos com a família e crianças.
Conforme o delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações na Delegacia Especializada de Estelionato, ainda na terça, Anne recebeu alvará de soltura, sob a justificativa de que é mãe de uma criança de 2 anos de idade e está acamada em razão da cirurgia. Ao
, Palmiro lamentou a soltura da mulher.
“É uma cirurgia estética, ela optou pelo procedimento, pela beleza. Na minha opinião, eu acho que ela deveria permanecer presa”, diz.
“Eu acho que é uma pessoa que a soltura dela pode, às vezes, passar um recado mal-entendido. No nosso entendimento, ela é uma pessoa que deveria estar presa porque, ao meu ver, é uma pessoa com ligação com facção, uma pessoa que está dentro da hierarquia desse golpe e possivelmente na hierarquia da facção”, completa.
Sob a alegação da defesa de Anne de que ela está acamada, o delegado discorda. “Ela alegou isso [que estava acamada], mas, assim, a gente sabe que não é verdade. Ela estava circulando, 'batendo perna' lá em BH, passeando. Agora é a fase final de recuperação. Ela não estava deitada numa cama de hospital ou na cama dela vendo televisão. Não. Ela estava 'batendo perna' na cidade”, revela.
A operação
A Operação Reversus cumpriu 50 ordens judiciais em Mato Grosso, Rio de Janeiro, Piauí e Minas Gerais.
Segundo a Polícia, entre as ordens judiciais, estão 27 mandados de prisão preventiva, 24 mandados de busca e apreensão domiciliar — inclusive na Penitenciária Central do Estado (PCE) —, além de sequestros de bens no valor de até R$ 100 mil por investigado e bloqueio de contas bancárias, com valores que podem atingir R$ 2,7 milhões.
Segundo a Polícia Civil, o grupo criminoso atuava de forma contínua entre os anos de 2023 e 2024, aplicando diversos golpes por meio de anúncios falsos de venda de veículos e gado, com prejuízos superiores a R$ 800 mil às vítimas.
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Pedro luis 17/07/2025
Este e nosso Judiciário.Lamentavel a Polícia gasta combustível corre atrás e daí o Torgado fala ta liberada...
1 comentários