O policial militar Raylton Mourão, que confessou ter executado a personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes, de 33 anos, revelou ter sido o autor do disparo que matou a vítima em depoimento, na manhã desta segunda-feira (22), na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá. O delegado Edison Pick conduziu a oitiva. O crime ocorreu no dia 11 de setembro em Várzea Grande.
Raylton se entregou no domingo (21), no 1º Batalhão da Polícia Militar, e foi levado por policiais militares à DHPP na manhã desta segunda (22). Para evitar o assédio da imprensa, ele entrou no prédio, localizado na Avenida Prainha, pelos fundos. Porém, acabou sendo flagrado por jornalistas dentro do elevador na saída. O PM cobria a cabeça com uma jaqueta e permaneceu em silêncio.
Durante o depoimento, o militar chorou, afirmou estar arrependido e disse ter sido o autor do disparo que matou Rozeli. Ele também isentou a esposa, Aline Valando Kounz, de participação no crime. As informações foram repassadas pelo advogado Marciano Xavier, que acompanhou o cliente.
Suspeita de envolvimento no caso, Aline segue foragida. Segundo o advogado, ela fugiu assustada com toda a repercussão, por ser mãe de duas crianças, uma delas de 10 anos, e por medo da situação devido ao envolvimento do marido.
O advogado evitou detalhar a motivação do homicídio e falar sobre a arma do crime e possíveis cúmplices. “Prefiro não entrar em detalhes para não atrapalhar as investigações”, declarou na saída da delegacia.
Veja entrevista do advogado
Mandados de prisão e buscas
Raylton e Aline estavam com mandados de prisão temporária expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso desde 14 de setembro, a pedido do delegado Bruno Abreu Magalhães, responsável pelo inquérito. No dia 13, a DHPP cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do casal, mas eles não foram localizados.
Na ação, os investigadores apreenderam a arma funcional do PM, documentos e pertences pessoais. O sistema de monitoramento da casa havia sido retirado. A Corregedoria da Polícia Militar abriu processo administrativo para apurar a conduta do militar.
Motivo do crime
As investigações indicam que o assassinato pode estar relacionado a um acidente de trânsito ocorrido em março deste ano, em Várzea Grande. Na ocasião, o carro de Rozeli se envolveu em uma colisão com um caminhão-pipa da empresa de água potável de propriedade de Raylton e Aline.
Sem conseguir resolver o impasse diretamente com o casal, a vítima ingressou com ação judicial pedindo até R$ 9,6 mil em indenização. Uma audiência de conciliação estava marcada para 16 de setembro, cinco dias após o homicídio.
Execução
Rozeli foi morta no dia 11 de setembro, no bairro Canelas, em Várzea Grande. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela foi seguida por dois suspeitos em uma moto e baleada dentro do carro, ainda em movimento. Foram disparados de cinco a seis tiros contra a vítima, que estava a caminho da academia onde trabalhava.
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Edmilson 24/09/2025
Bandido deve ter o rosto exposto, e não protegido pela própria PM, conheço inúmeros policiais íntegros e honestos dentro da PM, que honram a farda e a sociedade! Esse indivíduo não representa a PM de MT, um bandido dentro da instituição! Deveria arcar com a educação e pagar uma indenização para a família (filhos) da pessoa assasinada. Uma família destruída por um BANDIDO .
vizibairro 22/09/2025
É UMA EXTRATEGIA DO ADVOGADO,COM SECERTEZA ELA E CUMPLICI DELE, ELE DEIXOU DUAS CRIANÇAS ORFÃO POR UMA APROXIMADO VALOR DE TRANSITO, MISERAVEL PM BANDIDO. ESTA A NOSSA GLORIOSA pm vergonha.
Malandro é o gato que nasce de bigode 22/09/2025
Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário
alex r 22/09/2025
Cara tu sai da sua casa mata uma pessoa e mente descaradamente e acha que o povo é besta? Pô sr advogado oriente melhor seu cliente !!!!
4 comentários