Manoel Felipe do Prado Silva, de 24 anos, foi assassinado a facadas, na noite desta terça-feira (3), em Cáceres (a 220 km de Cuiabá), após ser atacado por um grupo de homens e mulheres que se passaram por policiais. O homicídio aconteceu em um alojamento para funcionários de uma cerâmica, situada às margens da BR-174, na altura do km 12.
De acordo com o boletim da Polícia Militar, a caminho do local, a equipe recebeu a informação de que a vítima já havia sido socorrida por testemunhas e levada em direção à área urbana da cidade.
Ao chegar, a equipe policial constatou muito sangue dentro da casa.
Segundo a esposa da vítima e outras testemunhas, os criminosos chegaram em uma caminhonete branca e arrombaram a porta, disseram que eram policiais, invadiram o imóvel e passaram a esfaquear Manoel. A vítima tentou fugir, mas foi cercada. Testemunhas entraram em luta corporal com os agressores, que fugiram do local logo em seguida.
Em buscas na residência, os policiais encontraram um simulacro de arma de fogo e dois celulares caídos no chão.
As testemunhas, incluindo a esposa da vítima, reconheceram os suspeitos e os apontaram como participantes do assassinato. Ela relatou ainda que um dos envolvidos, um jovem de 24 anos, esteve no alojamento no último sábado (30) observando a rotina de quem morava no local.
Enquanto a equipe policial realizava os procedimentos no local do crime, recebeu a informação de que a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu durante o socorro a caminho de Cáceres.
Na sequência, a equipe realizou buscas no Distrito do Caramujo, onde, segundo as informações obtidas, os suspeitos residem. Foram realizadas buscas em diferentes endereços, porém os suspeitos não foram localizados.
Durante as buscas na residência do suspeito de 24 anos, a equipe policial pediu autorização à mãe do jovem para entrar no imóvel. Após a liberação, os policiais revistaram a casa, mas não o encontraram. No quarto utilizado por ele, foi apreendida uma espingarda de pressão adaptada para calibre 22.
De acordo com a Polícia Civil, a cena do crime foi periciada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para necropsia. A corporação investiga o crime.
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