Com 51 homicídios registrados em 2025, a região de Pontes e Lacerda (a 488 km de Cuiabá) lidera o ranking da violência letal em Mato Grosso, sendo apontada como a cidade mais perigosa do estado. Dados do 7º Anuário da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) apontam uma taxa de 39,2 assassinatos por 100 mil habitantes - índice mais alto do estado. Segundo o delegado Romulo Scheiffer, que atua no município em questão, a guerra entre facções criminosas é um dos principais fatores por trás do cenário.
Nos números brutos, a região ficou atrás de Cuiabá (82), Cáceres (67), Sinop (66), Nova Mutum (62), Tangará da Serra (56), Rondonópolis (56) e Várzea Grande (59). Mas por ser uma região não tão populosa, com 54.795 habitantes, os dados acabam sendo preocupantes. É o que aponta Scheiffer ao
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Veja o ranking das 15 cidades com o maior número de vítimas de homicídio doloso no estado:
Para o delegado, as letalidades registradas na região são resultado do conflito armado pela disputa de poder entre integrantes do Comando Vermelho (CV) – que é a maior facção criminosa da cidade –, e o Primeiro Comando da Capital (PCC). “A gente consegue verificar que os homicídios, grande parte deles estão vinculados à guerra entre facções”, explica.
“Nem sempre só isso, mas também estão vinculados a algumas coisas que ‘afrontam’ as facções. Por exemplo: uma pessoa querer comercializar drogas sem a autorização da facção. Nessa situação não são integrantes de duas facções em guerra, é uma pessoa que não tem vínculo com a facção, mas que quer fazer uma atividade, no caso, traficar drogas sem ter a autorização da facção”, salienta.
Ainda conforme o delegado, a organização criminosa tenta assumir algumas funções que deveriam ser exclusivas do Estado. “A facção quer intermediar conflitos. Um acidente de trânsito, por exemplo, [onde] um membro da facção quer se pôr no meio das partes para tentar solucionar esse conflito. [Eles] tentam controlar [a população] pelo medo”.
Ainda segundo o Anuário da Sesp, apesar dos números serem altos, houve uma grande diminuição no número de homicídios na região de 2024 para 2025. De acordo com o levantamento, o ano de 2024, teve um “boom” nas mortes violentas em Pontes e Lacerda, com foram 81 homicídios, contra 51 no ano anterior. Para Scheiffer, a redução ocorreu após um trabalho sólido por parte das forças de segurança, vários membros das organizações criminosas foram presos.
Entretanto, o delegado reforça que mesmo com uma diminuição relevante - 30 a menos -, o número ainda coloca o município como o mais perigoso de Mato Grosso.
“É preocupante. A sensação de insegurança é bastante elevada por esses homicídios, mas aqui a gente tem um trabalho bastante intensivo. Temos uma boa integração entre as forças policiais de todos os níveis e também uma integração boa com os sistemas de inteligência. A gente consegue desvendar e descobrir vários crimes e várias situações que poderiam gerar crimes mais graves”, destaca.
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GILBERTO MARTINS 23/06/2026
Hoje tenho mais de 70 anos de idade, e ainda me recordo das imagens do Alfredão morto caido dentro de poça de sangue. 1ª vitima de homicídio ocorrido nesta cidade. Foi no final de uma tardede domingo ao escurecer. Alfredão era proprietário de um bar e, em uma discução com jagunço da fazenda dos Catolinos, por posse de terra, dentro do seu estabelecimento comercial, o jagunço, atirou contra o Alfredão, tiro serteiro no peito,Alfredão caiu morto na calçado do próprio comercio. Aquele fato chocou toda apopulaçao de Pontes e Lacerda. O ano, 1972. Resumindo, daquela data para cá, mortes por homicídio nunca mais parou, parece uma maldiçao.
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