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Jornalista teria utilizado perfil fake para assediar mulheres em Cuiabá, além de ter importunado sexualmente outras, com quem tinha proximidade
Ao menos dez mulheres se mobilizaram e foram juntas à Delegacia Especializada da Defesa da Mulher de Cuiabá, nesta terça (1º), registrar boletim de ocorrência por importunação sexual, tentativa de estupro, estupro consumado e ameaça contra o jornalista Leonardo Heitor Miranda Araújo, 38 anos, que é assessor de imprensa de um deputado estadual de Mato Grosso.
Leonardo já foi indiciado pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos do Espírito Santo, em abril deste ano, por acusações similares ao que é apontado pelas supostas vítimas de Mato Grosso.
As mulheres começaram a se mobilizar e se sentiram motivadas a denunciar a partir do momento em que tomaram conhecimento do caso de uma mulher que teria sido assediada pelo jornalista, por meio do WhatsApp. A suposta vítima diz ter sido abordada de forma desrespeitosa pelo assessor parlamentar, falando sobre o tamanho de seu pênis e insistindo para que tivessem relação sexual.
A repercussão do relato fez com que outras mulheres tivessem a coragem de contar o mesmo tipo de importunação feita pelo jornalista. Em alguns casos, Leonardo teria chegado a mandar, sem qualquer solicitação ou consentimento, foto do seu pênis. Para algumas das abordadas, ele dizia que tinha sonhado que fazia sexo com elas.
As supostas vítimas também descobriram matérias do Espírito Santo, noticiando o indiciamento do jornalista pelo artigo 65, por molestar alguém ou perturbar-lhe a tranquilidade, por acinte ou por motivo reprovável. Ele é investigado por, supostamente, criar perfis fakes, com chips de São Paulo e Brasília, para assediar, com fotos e vídeos, mais de dez mulheres do Estado capixaba. Pelo indiciamento, Leonardo deve comparecer a uma audiência no próximo dia 14 de novembro, no 13º Juízado Especial Criminal de Vitória.
Arquivo
A supostas vítimas dos assédios do jornalista registraram boletins de ocorrência na Delegacia da Mulher, nesta terça
A descoberta fez outras mulheres descobrirem que o mesmo perfil fake ligado ao assessor parlamentar já teria as importunado da mesma forma, com fotos de órgão genital e até vídeos se masturbando.
Após as mulheres começarem a se mobilizar, Leonardo se afastou do trabalho, apresentando um atestado psiquiátrico de 30 dias no gabinete parlamentar onde trabalha.
Outro lado
A reportagem do
tentou entrar em contato com ele, mas não obteve retorno até o momento da publicação desta matéria. O espaço segue aberto para que ele apresente a sua versão sobre os fatos.
O jornalista divulgou uma nota em grupos de WhatsApp com membros da imprensa nesta quarta (2). No texto, entre outros pontos, ele afirma não ter “imaginado” que as mensagens que mandou para as vítimas não “as agradava”.
Leonardo também diz ser “cheio de defeitos”, mas que, as abordagens feitas por ele não tinham maldade, porém, para as vítimas se tornou uma “forma de assédio”. "Errei diversas vezes... Errei em ser incoveniente, em abordar quem não queria ser abordada e com conversas que não deveriam ter sido sequer iniciadas... ", reconhece.
No posicionamento, o jornalista ressaltou que “perdeu tudo”. Fala ainda que pretende recomeçar a vida através de um tratamento que teria iniciado. "Não estou aqui para me isentar de culpa... Estou aqui para pedir perdão às pessoas que magoei... Estou aqui para me desculpar com todos que prejudiquei... ", segue dizendo.
Caso no ES
Conforme o relato de uma das mulheres ouvidas pela delegacia, ela passou a receber mensagens pelo WhatsApp em meados de 2017. Ele teria puxado assunto com um chip de São Paulo e dito que havia conhecido a jovem em um aplicativo de relacionamentos. Ao decorrer da conversa, de repente, o jornalista teria enviado fotos e vídeos com conteúdo pornográfico. Revoltada, a denunciante bloqueou o contato, mas voltou a ser importunada pelo mesmo perfil fake, em 2018, mas com um chip de Brasília.
Assim que recebeu as primeiras mensagens, a mulher bloqueou o contato e contou o caso para as colegas de profissão. Foi então que ela descobriu que pelo menos mais dez mulheres estavam passando pela mesma importunação.
De acordo o delegado que cuidou do caso em Vitória, Brenno Andrade, a intenção era atrair as vítimas para que elas enviassem imagens íntimas. Depois, elas seriam chantageadaspara enviar mais fotos e vídeos, caso contrário, ele poderia expor as imagens das mulheres.
Em Vitória, caso condenado, Leonardo Heitor pode ser condenado de quinze dias a dois meses de prisão, prestação de serviços ou multa.
Revolta
O homem que teve sua foto utilizada pelo perfil fake supostamente criado por Leonardo Heitor chegou a comentar o caso divulgado pela imprensa do Espírito Santo. Em um post, no dia 19 de julho, a vítima afirma ser inacreditável a capacidade do ser humano. Ele anunciou que havia registrado dois BOs. "Desde 2017 tomei conhecimento de um fake meu com nome Fernando, utilizando minha imagem de forma criminosa aliciando mulheres no tinder e happn e fazendo Deus sabe lá o que com isso. Amigos me alertaram, mas na época tinha que era alguém conhecido, pois no tinder era necessário conta no Facebook e tínhamos amigos em comum do Estado".
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Amanda 03/10/2019
Nã entendi uma coisa: Se ele responde por tentativa de estupro e estupro consumado, porque a pena dele seria apenas de 15 dias a dois meses????? Não teria que ser mais?
Lurdes Corrêa 02/10/2019
Ele foi até exonerado pelo deputado qdo tomou conhecimento do caso. E ainda tem pau mandado que vem fazer comentário querendo expor o deputado ... poupe-me. Paaaaaara que tá feiooooo!!!
Cidadão 02/10/2019
Claudinei Fonseca, vejo que você gosta de uma boa "treta" né? Não entendi o por quê de colocar nome do deputado, se ao ver da notícia, o parlamentar nada tem a ver com essa "gororoba"... e na reportagem, vejo o nome do cidadão (suposto infrator) e não há como a cadeia de assessores da AL serem atingidas por esta reportagem... lamentável esse seu comentário.
carlos 02/10/2019
denuncia ai quem foi vitima dele. se e assessor de deputado ja deve ter pegado as manhas de mentir. sera q vai cumorir o q disse.
machistas não passarão 02/10/2019
Cadê o babaca que perguntou para o RDNews porque do artigo da jornalista Rose Domingues? É para isso, para vítimas denunciem e máscaras caiam
Claudinei Fonseca 02/10/2019
Divulgue o nome do deputado que o emprega, ou voces colocam todos os assessores em suspeição...
6 comentários