Uma festa de Carnaval se tornou caso de polícia, na madrugada deste sábado (2), em Cuiabá. Os organizadores da comemoração relatam que policiais militares cometeram excesso na abordagem e agrediram jovens que estavam no local. A PM afirma que agiu conforme a Lei, após receber denúncia contra o evento.
O evento, intitulado Carnaval da Ursal, organizado por jovens esquerdistas, acontecia em uma residência no bairro Boa Esperança quando policiais militares chegaram, por volta da 1h.
Segundo uma das organizadoras da festa, fiscais da Prefeitura de Cuiabá e a PM foram ao local para verificar o nível do som do evento, em razão de uma denúncia de que o festejo supostamente estaria infringindo a Lei do Silêncio.
“Os fiscais utilizaram equipamentos para avaliar os decibéis e disseram que estava tudo conforme a Lei. Não estávamos infringindo nada, até porque nos preocupamos em usar apenas uma caixa de som”, relata a universitária A.S.S.
“Todos os vizinhos tinham assinado um termo de autorização para a festa. Inclusive, levamos o ofício para a Polícia Militar da região”, acrescenta a jovem.
Pouco depois, segundo a jovem, os policias militares voltaram. "Fomos surpreendidos com a chegada de nove viaturas, com policiais armados, dizendo que estávamos sendo autuados por perturbação da ordem”, detalha A.S.S.
"Tentamos dialogar com os policiais para entender a denúncia, porque a Polícia havia saído do local há pouco. O tenente falou que um vizinho disse que representaria contra a gente por perturbação da ordem. Tentamos argumentar que o som estava dentro dos parâmetros legais, mas mesmo assim disseram que tinham recebido a denúncia e iriam tomar as providências", comenta.
“Eu estava dentro da minha casa, em um som dentro dos limites permitidos, e não entendia porque estavam ali", acrescenta.
Segundo a universitária, os organizadores tentaram explicar aos policiais que eles não tinham autorização para entrar na residência, por ser uma propriedade privada. “Dissemos que se eles quisessem, poderíamos levar a caixa de som para eles, mas nada adiantou”.
Dois dos organizadores da festa tentaram impedir a entrada dos policias, pois ressaltaram que eles não tinham autorização. “Aí os PMs começaram a agredir os garotos. Jogaram no chão e dispararam spray de pimenta. Eram vários policiais armados para conter apenas duas pessoas. Eles foram jogados no chão e algemados”, diz A.S.S.
Depois que os amigos foram levados para viaturas, a jovem conta que um subtenente que participou do caso a chamou, logo após ela se identificar como uma das organizadoras da festa.
“Eles me xingaram, mandaram calar a boca e disseram que iriam entrar na casa, porque a gente também poderia até ser enquadrado por corrupção de menor ou tráfico de drogas. Eu disse que essas acusações eram totalmente infundadas. Pedi respeito. Mas me mandaram calar a boca novamente”, detalha.
Diante da insistência dos militares, a jovem conta que teve de permitir a entrada dos policiais na casa. “Eles tinham quebrado o portão, quando tentaram forçar para entrar. Tive que pedir para quatro pessoas ajudarem a suspender o portão para que os policiais pudessem entrar”, relata.
A jovem conta que os policiais alegaram que entrariam na casa apenas para pegar o aparelho de som. “Eles queriam entrar em todos os quartos. Alguns cômodos estavam trancados, porque é uma coisa que fazemos em qualquer festa, para guardar os itens pessoais. Mas queriam entrar a todo custo. Só que a chave estava com um dos rapazes que tinha sido preso e, por isso, não conseguiram. Eles até falaram em arrombar as portas”, afirma A.S.S.
Por fim, os dois jovens algemados, a universitária e um rapaz que também se apresentou como responsável pelo evento foram detidos e levados para a Central de Flagrantes.
“Pegaram nossos dados, encaminharam a gente para a cela. Ficamos todos no mesmo lugar, por algumas horas, sem banheiro, nem água”, diz a universitária.
Eles assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foram liberados por volta das 5h deste domingo.
O boletim de ocorrência
De acordo com o boletim de ocorrência, um homem que mora próximo ao local do evento disse que o barulho da festa estava ensurdecedor. Mesmo estando dentro do limite permitido pela Lei, o homem disse que o som estava impedindo seu descanso.
Diante da denúncia, a PM foi à residência em que acontecia a comemoração. Segundo o boletim de ocorrência, o jovem F.L.P., 26 anos, disse ser o proprietário da casa. No local, os policiais disseram ter visto uma caixa de som que estava encaixada em um pedestal e escondida em um dos cômodos.
"Na abordagem no local, foi informado a F. que, na condição de responsável pela festa, seria conduzido à delegacia e que o aparelho de som que serviu de instrumento para a emissão de ruído que perturbou a vítima seria apreendido e vinculado na ocorrencia", narra trecho do boletim de ocorrência, feito por policiais militares que atenderam a ocorrência.
Ao saber que o som seria levado, segundo o B.O., o jovem F.L.P. e um amigo, A.C.R., ficaram em frente ao portão e impediram a entrada dos policiais.
"Foi dada ordem para que eles não obstruíssem o serviço policial, sendo desobedecido por ambos. Foram utilizadas técnicas de controle de contato para a desobstrução da entrada e ambos ofereceram resistência passiva, sendo necessário fazer a remoção de ambos, para isso foi necessário o uso de forças, uma vez que um deles se prendeu no portão e rapidamente se formou uma multidão de pessoas que realizaram empurrões nos policiais que estavam na abordagem", diz outro trecho do boletim de ocorrência.
Diante do impasse, segundo a PM, os jovens foram algemados. "Em ambos os algemamentos foram necessários quatro policiais, em razão do tumulto que se formou no local. Foi utilizado spray de pimenta para dispersar a multidão que se formou. Os conduzidos que foram algemados dificultaram o máximo que foi possível, porque ambos chegaram ao ponto de deitar e rolar no chão", afirma o B.O.
No boletim, os PMs confirmam ter usado força contra os jovens, pois, segundo os militares, os rapazes utilizaram de força para tentar impedir que fossem algemados.
Ainda conforme o registro dos militares, após os dois jovens serem levados para as viaturas, A.S.S. se apresentou como organizadora do evento.
“Após vários minutos de verbalização, foi possível entrar no local para retirar os equipamentos de som que estava sendo usado. Porém, ao chegar ao local, foi possível notar que foi trancado em um cômodo da casa. Diante da situação de pequena gravidade, não foi necessário fazer o arrombamento das dependências para recolher o som, porque não havia mais a emissão de ruídos que causassem perturbação do sossego do solicitante”, diz o B.O.
Por ter se identificado como responsável pela festa, conforme os militares, a jovem também foi conduzida para a Central de Flagrantes da Capital.
Denúncia contra militares
A.S.S. afirma que as informações que constam no boletim de ocorrência não correspondem aos fatos. “O tenente relatou os fatos sem nos ouvir, colocou apenas a versão dele, totalmente fora do contexto que ocorreu”, diz.
Nas redes sociais, os jovens compartilharam as imagens dos rapazes agredidos pelos policiais. Neste sábado, eles planejam registrar um boletim de ocorrência sobre o caso. Uma das medidas que podem ser tomadas pelos organizadores do Carnaval da Ursal é denunciar a situação à Corregedoria da Polícia Militar.
“Se houve ou não excesso na atuação policial é uma questão que pode ser apurada e esclarecida pela Corregedoria da Polícia Militar. Portanto, a Polícia Militar, por meio da Corregedoria, se coloca à disposição”, informou a PM, por meio de comunicado.
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Gustavo 04/03/2019
Parabéns a polícia militar. Esse pessoal é intransigente, ninguém obedece a polícia senão a força pra depois pousar de vítimas. Cambada. Só quem mora perto sabe.
Laura 04/03/2019
Foram soft se fosse em bairro de periferia a ação seria mais rigorosa, a droga apareceria nem que fosse prova fabricada.
Minos - papo reto, não gostou coma menos 03/03/2019
Policia não gosta de trabalhar sério e com ética quando a ocorrência envolve pessoas que não representam perigo para a sociedade eles agem desta maneira, de madrugada quase não vê polícia nas ruas para proteger a sociedade e prevenir crimes, eles certamente agiram assim porque estavam loucos para voltarem para o quartel para dormir.
Altino 03/03/2019
Os policiais agiram certo, sábado 1 hora da madrugada, receberam mais de uma reclamação via ciosp, uma equipe foi lá alertou os festantes, persistiu a reclamação, então também a polícia precisava dormir naquele horário, foram lá e recesolveram cortando o mal pela raíz, entraram na residência para apreender o som nem que isso significasse atuar de forma dissociada da lei, pois o som mesmo estando dentro dos limites sempre incomoda quem é chato.
Rosângela 03/03/2019
A polícia sempre está correta e eles não são corporativistas, vejam que eu sou prima daquele deficiente mental e auditivo que não ouviu a ordem emanada pelos 4 PMs, por isso o policial se achou no direito de dar um tiro fatal no coração dele, vindo falecer instantaneamente, o fato ocorreu em 2014, e o pior que ainda houve muitos colegas desses PMs defendo-os, no meio dos servidores públicos há muito corporativismo, no meio militar mais ainda, tanto que todos despreparados estavam defendo os colegas que erraram nesta execução sumária, até hoje os policiais estão prestando seus bons serviços a sociedade, mas nada acontecerá pelo fato da vítima ser deficiente, negra, pobre e moradora da periferia, tudo está registrado nestes links reportagem e vídeo, por isso eu peço a este conceituado meio de comunicação uma reportagem para que providências sejam tomadas no sentido de garantir a justiça e a verdadeira segurança da população para que não tenhamos mais um policiais DESPREPARADOS achando que pode matar quem bem entende e o pior: saber que não irá acontecer de reprimenda.. : http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?id=354334¬icia=policial-militar-mata-jovem-deficiente-mental-e-auditivo-que-teria-reagido-a-abordagem ; http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/01/deficiente-auditivo-e-morto-pela-pm-durante-abordagem-em-cuiaba.htmlaqui
Luciano - funcionário do MPF. 03/03/2019
Incrível a quantidade comentários imbecis que aprovam a opressão, se não há crime em ter som no nível abaixo do medido pela fiscalização não justifica esta opressão, é um risco aprovar ações sem fundamento jurídico, tomara que o revés aconteça e uma ação dessas seja contra a mãe de vocês, ai iremos ver como comentarão.
Junior 03/03/2019
Nós vizinhos que ligamos. Acredito que as ligações estejam gravadas no CIOSP. Esse pessoal não obedece só porque a polícia pediu, tem que usar a força mesmo. Parabéns aos policiais, excelente trabalho.
Leandro 03/03/2019
Engraçado! !! sou morador da rua 45 e nao assinei nenhum termo autorizando essa festa, inclusive nenhum vizinho assinou, sem contar que não tinham alvará para funcionamento. Ademais, ficam de conversa fiada dizendo que estavam dentro da legalidade quanto ao som, é só a fiscalização chegar que eles abaixam o som, virou as costa aumentam novamente! fico impressionado com essa mídia que buscou os fatos de só uma das partes, parabéns aos policiais militares, que garantem o sossego dos demais e não deixam essa corja de arruaceiros tomarem conta de uma região predominantemente residencial.
Max 03/03/2019
Digite o texto aquiParabéns a PMMT, e para aqueles que acreditam que nossa Polícia é despreparada, já que são os doutores da lei, façam o concurso e substitua os policiais que "nunca estudaram na vida" e vão para as ruas trocar tiro e atender todas as ocorrências utilizando seus conhecimentos teóricos que irá funcionar perfeitamente. Esse tumulto foi só para ganhar tempo para quem estava errado neste Carnaval de fachada fugirem antes de serem flagranteados, e culparem a PM por violação de domicílio. Assim fica fácil.
Geo 03/03/2019
Parabéns a polícia militar
João Edson Fanaia 03/03/2019
Titulo da matéria é preconceituoso e desprovido de sentido. Lamento, mas tá difícil ler os textos da mídia digital em MT.
Dr.STF 03/03/2019
Achei foi pouco tinha que chegar o cacete nesses esquerdistas maconheiros mesmo , vão trabalhar seus vagabundos.
moreira 03/03/2019
Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário
Ana Ferreira 02/03/2019
Se for verdade o que esta na reportagem eu não entendo porque a polícia adentrou na propriedade sem a devida autorização? se o som estava dentro dos limites conforme medido pelos fiscais da prefeitura, para eles entrarem não precisa ter a certeza que havia um crime acontecendo la dentro? ou para prestar socorro? Será que o reclamante também era um policial de hierarquia superior?
Ronildo 02/03/2019
As pessoas estão cada vez mais radicais, onde iremos parar? Se é um fato de som alto, cadê o dialogo? Som alto não é crime de acordo com a lei de silencio é contravenção penal, além do mais se houve uma fiscalização da fiscais da prefeitura com equipamento e não constataram nada, então se os policiais queriam entrar na casa em busca de drogas e não acharam nada, ao meu ver então de fato houve a violação de domicílio, pois a constituição permite a entrada somente para prestar socorro ou em caso de flagrante delito, puts esqueci: "temos a polícia mais preparada do planeta", papel aceita qualquer coisa e muito simples burlar um boletim de ocorrência, invés destes despreparados estarem atrás de bandidos ficam atras de universitarios, inadmissível também é o corporativismo da corregedoria e de toda a classe, já quando um erra sempre recebe o apoio do colega.
Edson 02/03/2019
Mídia de m_ baseado em que vocês colocam como tema: jovens de esquerda? só para queimar o filme dos jovens?
Victor 02/03/2019
Toda surra pra esquerdista é pouca...
Davi 02/03/2019
Não foi nada.. Foi só um arranhãozinho... foi brincar de passa cordinha e triscou... Já para .. Tá são já
Silvio Vizinho 02/03/2019
A Polícia tem como dever fazer cumprir a lei. Se a festa estava perturbando a vizinhança tinha mais é que ser fechada. Só quem já teve esse problema na vizinhança sabe. Obrigado a polícia militar. Esse pessoal só estava atrapalhando quem queria estudar, festa regrada a álcool para menores e drogas. Na boa ninguém obedece, ainda mais esses marginaizinhos. Pau! Parabéns!
Bugrão 02/03/2019
carnaval da ursal kkk! Bando de maconheiro isso sim! PARABÉNS POLÍCIA MILITAR!
Rogerio 02/03/2019
Taca lê pau nesses comunistas, querem aparecer e fazer graça, a advogada no comentário só defendeu pra ver se pega uma boquinha na defesa, isso é padrao
HELO 02/03/2019
ESTE SITE DE NOTICIA RECONHECE ESQUERDISTAS SOB QUE LÓGICA?SÓ PORQUE SÃO UNIVERSITÁRIOS? OU PORQUE GOSTAM DE FESTAS? NÃO SE PODE SER FELIZ JÁ É ESQUERDISTA? VOCÊS ESTÃO SENDO ROTULADORES....
Marcos Oliveira 02/03/2019
No residencial Unipark, em Várzea Grande, no final da rua C, tem um bar que todas as noites funciona com barulho tão alto, que ninguém consegue dormir a noite toda, fora os pontos de distribuição de drogas localizados próximos a esse bar... Ninguém faz nada, ninguém fecha o bar... Por gentileza, ao invés de atrapalhar a festa de pessoas, maiores de idade, em local seguro e autorizado pelas autoridades, por motivo que nem existe, vão fazer seus trabalhos onde a população realmente necessita. Chega dessas manobras sem nenhum sentido ou por discordância boba qualquer!!!
Maycon David 02/03/2019
Absurdo cadê o MP agora? A Oab? Muitos policiais se utilizam do poder. Conduta inadmissível, tem que ser investigado e afastado aqueles possam ter cometido abuso de poder que é crime!
Marcos Aurélio da Silva 02/03/2019
O que esperar de um bando de porco que nunca estudou?
Rocha 02/03/2019
Kkkkk ... A lei é para ser cumprida por todos !! Seja quem for ... ouviram esquerdistas ??
Davi 02/03/2019
Parabéns a polícia militar.
Elaine advogada 02/03/2019
A polícia deveria prender bandido. Atacar jovens de bem é a maior covardia. Polícia Militar despreparada. Parecem animais raivosos aqui
28 comentários