Laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) identificou DNA do pedreiro Gilberto Rodrigues dos Anjos, 32 anos, nas partes íntimas da adolescente M.M.C., 13 anos, morta no último dia 25. O exame contesta a versão do investigado que disse ter "tocado" as vítimas, enquanto agonizavam, com as mãos.
O parecer médico chegou às mãos do delegado Bruno França, nesta segunda-feira (4), e será incluído no inquérito policial (IP) conduzido pela Delegacia de Sorriso (420 km de Cuiabá). O laudo das outras vítimas deverá ser finalizado nos próximos dias.
Em depoimento, o pedreiro disse que entrou na casa das vítimas para roubar objetos de valor. O investigado, que se encontra preso preventivamente no raio 8 Penitenciária Central do Estado (PCE), ainda acrescentou que trabalhou normalmente no dia seguinte aos quatro assassinatos.
O depoimento foi realizado horas depois da sua prisão, ocorrida na última segunda-feira (27). Gilberto explicou ao delegado que já tinha visto as vítimas quando a mãe iria leva-las à escola, mas que ainda não havia tido contato com elas. Além da adolescente, foram mortas: Cleci Calvi Cardoso, 46 anos, Miliane Calvi Cardoso, 19 anos e M.C.C., 10 anos.
Na oitiva, o investigado disse que entrou na residência à procura de dinheiro ou objetos de valor. O horário, no entanto, ele disse que não se recorda. Gilberto explicou que pulou o muro para ter acesso ao imóvel das vítimas.
Ao entrar, ele se deparou com as portas e janelas trancadas com exceção de uma janela que dá acesso ao banheiro. O suspeito então invadiu o local por esse acesso.
O homem detalhou que, após entrar no banheiro e abrir a porta, Cleci acendeu uma lâmpada e viu o interrogado saindo na porta do banheiro, sendo que, nesse momento, avançou no suspeito para tentar agarrá-lo.
Ele disse ao delegado que entrou em luta corporal com a vítima e a derrubou no chão. Nesse momento, segundo Gilberto, uma gaveta de talheres caiu, sendo que ele se apossou de uma faca e começou a golpeá-la.
O pedreiro afirmou que começou a esfaquear a dona da casa depois que já estava caída. Ele afirmou ainda que não lembra quantos golpes deu na proprietária da casa. Na sequência, passou a enfrentar Miliane que acordou com os gritos da mãe. A jovem de 19 anos também foi esfaqueada por ele.
No depoimento, Gilberto contou que, após matar as adultas, as crianças começaram a gritar e, diante disso, foi ao quarto da vítima de 13 anos e também a esfaqueou na cama. Por fim, foi ao quarto da menina de 10 anos e a matou sufocada.
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ANTONIO BOCAIVA 05/12/2023
POLITICOS BRASILEIROS FIZERAM AS LEIS PENSANDO NA AUTO PRESERVAÇÃO E PROTEÇÃO DA REPRESSÃO CONTRA OS POSSIVEIS ATOS QUE PODERIAM COMETER, A POPULAÇÃO TEM QUE ENTENDER QUE AS LEIS SÃO MECANISMOS DE AUTO PROTEÇÃO PARA OS LEGISLADORES
Eduardo 05/12/2023
No Brasil, graças a política se metendo na Justiça, agora não pode nem mais cumprir pena antes de transitar em julgado a condenação. E o povo pedindo pena de morte? Isso não vai acontecer, a Constituição não permite. Vamos protestar por coisas tangíveis.
Deosvaldo 05/12/2023
Se tivéssemos pena de morte para esses tipos de casos, não precisava provar nada mais.
3 comentários