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Polícia Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2025, 14:49 - A | A

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MEDO DAS FACÇÕES

Não é um sinal com a mão que fará a pessoa descambar para a morte, diz DHPP

Caio Albuquerque assumiu a Delegacia de Homicídios de Cuiabá e diz que é preciso acalmar a população

João Aguiar

O delegado Caio Fernando Álvares Albuquerque, novo titular da Delegacia Especializadas de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, afirmou que não é porque uma pessoa fez sinal de uma facção criminosa que ela vai ser morta. Para ele, isso é uma "falácia" para gerar medo e insegurança na população.

“Vamos deixar bem claro: a investigação busca um motivo. Essa questão de sinal, a gente precisa desmistificar. Vamos afastar essa conversa, vamos afastar essa história, vamos para o concreto. Não é porque a pessoa faz sinal que vai descambar para a morte, não é isso. A gente precisa entender as coisas, senão fica uma sensação de insegurança, de medo, um caos”, destaca.

João Aguiar/Rdnews

delegado Caio Fernando �lvares Albuquerque delegado DHPP

Nas últimas semanas vem crescendo um sentimento de insegurança na população de todo o país por conta de homicídios que teriam sido motivados por supostos sinais de facções criminosas. Nas redes sociais, internautas têm demonstrado preocupação e dizendo que não vão mais mostrar as mãos em fotos.

Um dos casos mais recentes ocorreu em Cuiabá. A morte da cantora Laysa Moraes Ferreira, conhecida como La Brysa, de 30 anos, pode ter sido decretada por facção após fotos nas redes sociais, conforme revelou o delegado Edison Pick. As investigações seguem em andamento.

“O que a gente tem que demonstrar é porque determinada pessoa veio a óbito. E asseguro, não é por conta de sinal, é por conta de um motivo que a investigação vai revelar. A gente sabe que facções, organizações criminosas, tem os ditames, tem descumprimento, alguma coisa que a vítima fez, mas concretamente demonstrado que descambou no homicídio”, afirma Albuquerque.

“Mas, eu repito, sinal é uma falácia. A gente precisa afastar [essa ideia] e que as pessoas tenham paciência, que as pessoas acalmem-se, para afastar essa história de que sinal descamba para a morte”, completa.

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Eduardo 24/01/2025

Anham... só não sabe o motivo, mas não foi o sinal. Grande explicação hein delegado. Taí um cargo que deveria deixar de existir como carreira jurídica independente. Polícia civil tinha que ter um só cargo para ingresso e lá dentro as progressões na carreira e a aptidão colocariam o sujeito com investigador, escrivão ou delegado. Quantos investigadores seriam melhores escrivães e vice-versa? Um delegado tinha que vir da carreira inicial, com anos de atuação antes de ser promovido a esse cargo, até para ter respeito dos demais policiais. Mas, no Brasil, para que fazer o óbvio? Melhor complicar e fazer as coisas andam de trás para frente.

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1 comentários

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