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EM PEN DRIVE

Vereador levou arquivos ao Gaeco sobre empréstimos, ameaças e suposto "mensalinho" em VG

Material apresentado por Caio Cordeiro reúne 12 arquivos com conversas, notas promissórias e comprovantes de pagamentos envolvendo parlamentares de Várzea Grande

Gabriel Rodrigues e Kleyton Agostinho

No Relatório técnico do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), obtido pelo , que desencadeou a operação Cathedra Venalis, que alcançou 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá, na última terça-feira (20), consta que o vereador por Várzera Grande, Caio Cordeiro (Novo), apresentou um pen drive com 12 arquivos envolvendo ex-aliados no Legislativo Municipal.

A coordenadoria de análise identificou documentos e registros que guardam relação, em tese, com operações de empréstimo, havendo registro de possíveis extorsões, ameaças, tendo sido identificados comprovantes de pagamento, notas promissórias e capturas de tela de conversas.

Reprodução

Caio Cordeiro - vereador VG

 Caio Cordeiro apresentou ao Gaeco documentos e conversas envolvendo colegas do Legislativo de Várzea Grande

Segundo o documento, as transações de tomada de crédito possuem como credor o vereador Dr. Miguel Junior (Cidadania), que também foi alvo de busca e apreensão e possui notas promissórias com outros vereadores.

Há também prints do vereador Kleberton Feitoza (PSB), tentando contato com Caio para falar sobre a CPI da União Transporte, articulada pelo pelo parlamentar, em maio deste ano. Caio buscava entrar no "vespeiro" para cobrar explicações sobre frota, atrasos, acessibilidade e qualidade do serviço, de modo que passou a ser alvo de ameaças.

Em outro diálogo, Caio é confrontado por Carlos Cesar Bocão, questionando se ele estaria recebendo mesadinha de R$ 10 mil por mês, por exercer cargo de presidente em comissões. A intenção era descobrir também se os recursos ficariam com ele ou se seria distribuído entre servidores indicados.

O parlamentar negou participação no esquema, quando passou a ser ameaçado de exposição. Além disso, Caio também teve indicados exonerados ao demonstrar desalinhamento com o presidente Wanderley Cerqueira.

Em outro registro consta a insatisfação de Caio e do vereador Cilcinho Cruz (PV), quanto à ausência de cargos e espaços políticos junto à Prefeitura de Várzea Grande, se comparado a outros vereadores. Caio também surge como articulador na promoção de "parcerias institucionais" da Câmara junto à veiculos de comunicação, tentando intermediar acordos.

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