O advogado Eustáquio Neto, que patrocina a defesa da empresária Maria Angélica Caixeta Gontijo, afirma ao
que "tristes coincidências" levaram à Polícia Civil a se precipitar e prender sua cliente como suspeita pela morte do advogado Roberto Zampieri. O crime aconteceu em dezembro de 2023 em Cuiabá e a polícia ainda tenta identificar o mandante.
Maria Angélica foi presa em 20 de dezembro e foi solta em 18 de janeiro, quase um mês depois, pelo juiz do Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá, João Bosco Soares da Silva, por falta de provas. Para o advogado Eustáquio Neto, a polícia se afoitou em pedir pela prisão da empresária. “Foram infelizes coincidências. Pelo fato dela ser do mesmo estado dos outros envolvidos, dela já ter desavenças antigas com o Zampieri, a polícia acabou se precipitando”, afirma.
“Depois que o delegado Nilson [Farias, da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoas] voltou (de licença), ele constatou que a Maria Angélica não tinha nada a ver com o crime. Nenhum dos três envolvidos (suspeitos presos) citou ela como mandante. Nem a conheciam”, acrescenta Neto.
O advogado acredita que uma pressão externa possa ter ocasionado a precipitação. “Foi um ingrediente a mais. Quiseram resolver logo. A polícia quis ter pressa por conta da pressão da família, da sociedade e até da OAB, que cobrou celeridade nas investigações”, salienta.
O inquérito do crime deve ser concluído até segunda-feira (05). Três pessoas devem ser indiciadas: o coronel da reserva do Exército brasileiro Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas como suposto financiador; Antônio Gomes da Silva apontado como executor; e o suposto intermediário, Hedilerson Barbosa. Todos estão presos. Maria Angélica não deve ser indiciada. A Polícia, por enquanto, não conseguiu elementos para apontar quem seria o mandante do crime.
Queda das cautelares
A empresária foi solta no dia 18 de janeiro. Ela está com a família, em Patos de Minas (MG), usando tornozeleira eletrônica. Segundo Neto, na terça-feira (06), após a formalização dos indiciamentos, a defesa vai pedir a retirada das cautelares.
“De acordo com a polícia, ela não tem envolvimento algum. Na terça já vamos pedir para ela não usar mais tornozeleira, vai ter o passaporte e a arma de volta”, diz.
Empresária está ‘magoada’
Ainda conforme o advogado, Maria Angélica está bastante triste por ter sido presa injustamente. Segundo ele, ela ficou magoada e traumatizada por ter passado o Natal e Ano Novo na cadeia.
“Mesmo assim ela fica disponível para a Justiça, para a polícia e para o Ministério Público como testemunha e espera que a Justiça seja feita”, conclui.
O caso
No dia 5 de dezembro do ano passado, o advogado Roberto Zampieri deixou o escritório em que trabalhava e, ao entrar no seu veículo, um Fiat Strada, foi surpreendido pelo assassino. Os agentes policiais informaram que foram disparados cerca de 10 tiros na direção do advogado.
Nas gravações, obtidas por meio de câmeras de segurança de empreendimentos da localidade, é possível ver que o assassino cometeu o crime com o rosto descoberto, usando uma caixa para abafar o som, e que ele fugiu a pé.
Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse









Jurandir 02/02/2024
Ney Chendes, então explica por que Bolsonaro e sua quadrilha ainda não foi preso?
1 comentários