Capciosa. Dissimulada. Enganosa. Foi assim que os delegados da Polícia Civil definiram a empresária Ana Cláudia Flor, suspeita de mandar matar o seu marido, o empresário Toni da Silva Flor, de 37 anos, em agosto de 2020. O delegado Marcel de Oliveira, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), concedeu entrevista coletiva nesta quinta (19) e elucidou o crime. A empresária foi presa na manhã de hoje (19).
De acordo com as investigações, Flor prometeu R$ 60 mil a Igor Spinosa para que ele executasse o crime. Valor seria dividido entre ele e mais duas pessoas, que também foram presas. Contudo, mulher só pagou R$ 20 mil. O executor de seu marido gastou todo o dinheiro em uma viagem para o Rio de Janeiro. Além de Igor, na lista de presos pelo homicídio e identificado também está Wellington Honório Albino.
Veja momento que suspeita deixa DHPP
Empresária conheceu os criminosos no bairro em que morava com o então marido. Agora, DHPP atua no sentido de tentar elucidar a motivação do crime. Até então, existem duas hipóteses. A primeira é de que Flor estaria interessada em uma herança de Toni, que tinha renda de até R$ 25 mil por mês. A segunda é de que o marido teria descoberto que a mulher possuía diversos amantes.
“Desde o início das investigações a Ana Cláudia, esposa do Toni, já era apontada como mandante. Então a prisão de Ana foi efetuava na data de hoje é porque as investigações apresentam diversos elementos que colocam ela como mandante direta da morte do Toni. Após pouco mais de um ano de investigação com diversos depoimentos tomados e análises realizadas aqui pelo núcleo de inteligência da DHPP, chegamos a esse desdobramento”, afirmou o delegado.
Apesar de a mulher negar ser a mandante do homicídio, todos os demais envolvidos apontaram a sua participação do crime. Ela, inclusive, teria participado de uma videochamada com os criminosos para negociar o valor do crime. Nas redes sociais, ela cobrava justiça pela morte do marido. Na saída da delegacia, reafirmou sua inocência. Ana Cláudia Flor foi transferida para Polinter.
O caso
Toni foi executado no dia 11 de agosto de 2020, quando estava sentado no meio fio em frente a uma academia, em Cuiabá. Igor confessou que chegou próximo ao empresário, gritou “perdeu” e efetuou 5 disparos.
Homem foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), mas não resistiu e morreu. Hipótese de que ele tenha sido confundido com um policial federal foi descartado logo no início das investigações. Suspeita foi levantada pelo próprio empresário que, ferido, não entendeu o motivo da sua execução.
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Realista 19/08/2021
Que tristeza! O que a cobiça e ambição não fazem? Agora vai ter que enfrentar as agruras da vida de dentro de um presidio.
1 comentários