João Quental
Cássio Corradi exibe um jaú no rio Teles Pires. Usa roupas e idumentárias próprias para pesca de grande porte. Abaixo, pai e filho posam com um pintado
É cada peixe enorme nos rios amazônicos. Alguns chegam a pesar 30 quilos. É por isso que pousadas de pesca esportiva são uma das grandes atrações do turismo em Alta Floresta (a 701 km de Cuiabá) e região.
O início de tudo foi com a implantação da Pousada Thaimaçu, no rio São Benedito, há mais de 20 anos. De lá para cá, outras nove pousadas de grande porte também recebem turistas para modalidade “Pesque e Solte” - um diferencial, já que ninguém leva o peixe para casa ou a fogueira.
Rios da bacia amazônica mato-grossense - Teles Pires, Juruena, São Benedito, Azul e Apiacás - são fartos em pescado.
Segundo dados divulgados este ano durante a Feira do Turismo da Amazônia Mato- grossense, o setor de pesca de esportiva gera mais de 300 empregos diretos com salários que giram entre R$ 2,5 mil a R$ 4,5 mil.
Guias e barqueiros são cadastrados e treinados e boa parte da mão de obra é local. Envolve serviços indiretos como: transporte aéreo, transporte terrestre, restaurantes, venda de artesanatos, barcos, material de pesca.
"Estamos aprimorando as estatísticas, mas podemos afirmar que em 2015 geramos mais de R$ 28 milhões com a pesca esportiva", conta o operador da modalidade, Luciano Cortez Pereira.
João Quental
Charmosas pousadas, como a Teles Pires, às margens do rio de mesmo nome, dão acesso fácil a barcos pesqueiros
As estruturas e logística das pousadas estão centralizadas na região e possuem como suporte a cidade de Alta Floresta é que uma cidade polo e funciona como receptivo, mas os empreendimentos, em torno de oito, nove estão distribuídos entre os rios Teles Pires e Juruena.
O gerente de Marketing da Pousada Teles Pires Lodge, Marcelo Basílio, conta que nos últimos anos algumas pousadas de pesca esportiva estão inovando e associando outras atividades em meses de baixa temporada de pesca. Entre elas, o turismo indígena e a observação de animais. O projeto da Pousada Teles Pires envolve hoje o etnoturismo, levando os turistas a terem uma experiência na Reserva Indígena Kawaip Kayabi, nas margens do rio Teles Pires entre os estados de Mato Grosso e Pará. Na reserva vivem três etnias: Apiaká, Kawaiwete e Munduruku. A Carta de Anuência da Funai que autoriza a entrada de turistas da pousada foi aprovada em 2016 e é renovada de três em três anos. O projeto tem a parceria com a Associação Indígena Kawaip Kayabi.
Outras pousadas de pesca esportiva estão implantando a observação de onças e de aves’” A proposta é aproveitar o corredor ecológico da Amazônia Meridional para explorar o turismo de forma sustentável, integrando-se a ideia de ecoturismo”, diz Marcelo. Ao todo são levados 18 pescadores em sete apartamentos com ar condicionado, Wi-fi, TV e alimentação completa. Para a pesca a pousada dispõe de oito barcos que saem com equipamentos de segurança, alimentação e guia. Por ano, a pousada atende 700 turistas, a maioria brasileiros.
O rio Teles Pires banha os estados de Mato Grosso e Pará. Sua nascente fica em Primavera do Leste, tendo uma extensão de 1.457 km até o encontro com o rio Juruena, formando o rio Tapajós, em Barra de São Manoel. É considerado um dos rios mais piscosos do Norte de Mato Grosso.
Gerente Administrativo da Teles Pires Lodge, Lucimar Barreto explica que de janeiro até maio, a abundância de espécies de peixe de couro é maior: jaú, pirarara, piraíba, entre outros. Na metade do ano, os amantes da pesca esportiva podem fisgar os peixes de escama, tais como o tucunaré, tambaqui, cachorra, bicuda, matrinchã. A regra principal é: pescar e soltar. O próximo investimento do grupo é a Pousada Cururu, nas margens do rio Cururu selvagem, afluente do rio Teles Pires com capacidade para apenas 8 pescadores. Localizado no estado do Pará, a Cururu terá tratamento diferenciado, tanto para a atividade esportiva como para a observação de aves.














João Francisco Póvoa 14/08/2021
Bom dia, me chamo João Póvoa, tenho interesse em passar 5 dias aí com vocês para uma pescaria amadora. Somos um casal e previsão de estadia entre os dias 30/08 a 06/09/021. Seria possível ver orçamento!.
João 26/10/2019
Será por que o governo está tão empenhado para aprovar essa Lei de cota zero, será que é para atender o interesse da população, ou para atender o interesse particular dos pescadores da região Sul e sudeste do Brasil, que iram levar todos os pescados do Pantanal para a suas regiões.
Armindo 26/10/2019
Não se intimidem deputados por conta de meia duzia de vendedora de iscas que ficam agitando as audiências públicas. A população de um modo geral apoia o Cota Zero. Nossos rios estão sem peixes já.
Nilton 25/10/2019
Sou a favor da cota zero para o Mato Grosso e para a Amazônia também Vejam como o Dourado voltou no Pantanal depois de só vermos pequenos exemplares Na Amazônia isto está acontecendo com o Tucunaré
Bugre 25/10/2019
Marcão, já li besteiras nesses comentários, mas igual ao seu nunca. Vai estudar um pouco, leia mais sobre turismo de pesca pra não passar vergonha. Fica a dica.
Maria Figueiredo Gonçalves 25/10/2019
Sensacional a reportagem. Parabéns Rdnews por abrir espaço como este. Sinto orgulho dessa prática do jornalismo.
marcão 25/10/2019
Tudo isso para falar que o Cota Zero é a solução... Então é um sucesso atender 700 turistas por ano e enriquecer um dono de pousada, em detrimento disso a tradição de 300 anos de pesca dos ribeirinhos e amantes da pesca será subjugada por cinco anos para os turistas ricos se deliciarem com nossos peixes... Acorda Gato Grosso. Sou pescador esportivo , mas não apoio o Cota Zero...
pedro paulo 25/10/2019
Só corrigindo o Rio Tele Pires tem sua nascente no município de Planalto da Serra com o nome de São Manoel !!
8 comentários