Não fosse a Funai, a BR-158 já estaria concluída, dispara Silval
Pressionado pelos prefeitos da região sobre a conclusão da estrada, Silval disparou contra a Funai. "Se não fossem eles esta rodovia já estaria concluída", reclamou. A fundação que representa os interesses dos índos ingressou com ações cobrando a propriedade da terra onde atualmente vivem mais de 300 famílias.
Na tentativa de encontrar um entendimento, o Governo chegou a sugerir que uma outra área fosse doada aos índios. Inicialmente a proposta foi rejeitada mas, segundo Silval, nesta quarta (9) os representantes da etnia cederam para que a rodovia mantenha o trajeto original. O Ministério dos Transportes, no entanto, preferiu bancar a mudança da rota.
Com o desvio de aproximadamente 60 km, a BR-158 passará por outros três municípios: Bom Jesus do Araguaia, Serra Nova Dourada e Alto da Boa Vista. A previsão do Estado é que as obras sejam retomadas no final do período chuvoso (por volta de março de 2012) e concluído até o início de 2013.
O superintendente do Dnit em Mato Grosso, Luiz Antônio Garcia, admitiu que a crise que assolou o Ministério dos Transportes, resultando no pedido de demissão do ex-diretor do departamento Luiz Antônio Pagot, repercutiu no caso da BR-158. Ele garante, entretanto, que o empreendimento está assegurado pelo governo federal. "O dinheiro está no orçamento e não tem risco de se perder. O que entra no PAC não sai", sustentou.
Durante a solenidade de inauguração do sistema de abastecimento de água de Vila Rica, o prefeito Naftaly Calisto da Silva (PMDB), cobrou a conclusão dos trechos que ainda estão em estrada de terra batida. "Ainda bem que não é ano de eleição. Se fosse o povo diria que só estamos falando da BR-158 devido ao período de campanha", alfinetou.