COL convoca Maurício e alerta sobre o risco de perder a Copa
Para o COL não interessa a empresa ganhadora da licitação, mas sim a qualidade do produto e que seja concluído dentro do prazo previsto. O RDNews apurou que Maurício, ainda por telefone no ato da convocação, foi alertado sobre o risco de Cuiabá perder a condição de uma das 12 cidades sede da Copa. É que o cancelamento do certame e a reabertura de processo para buscar novo contrato devem comprometer a conclusão do projeto do estádio, que estava prestes a receber da Kango Brasil, vencedora da licitação, 47 mil assentos e mais armários de vestiários e toda bancada da área de imprensa e da Fifa.
O COL observa que, no caso de um estádio de futebol, a colocação de cadeiras é sinal de que a obra está pronta e, como anulou-se a compra, corre risco de não finalizá-la até dezembro. Se isso acontecer, a capital mato-grossense poderá ficar de fora. A Fifa já demonstra preocupação com Cuiabá, haja vista que a venda de ingressos para os 4 jogos do Mundial registra baixa procura.
Versões
Mesmo argumentando que as cadeiras têm melhor qualidade e conforto, a Secopa, para evitar mais polêmica, cancelou a compra. O curioso é que o próprio Ministério Público, que reforçou a recomendação, não apontou irregularidades, como fraude, superfaturamento ou direcionamento de concorrência, o que dá munição para a vencedora da licitação recorrer à Justiça e com chance reais de ganhar.
O MPE entendeu que até houve licitação isonômica, mas, como o governo do Estado enfrenta problemas de endividamento e crises em alguns setores, como saúde e educação, inclusive uma greve geral dos professores, deveria comprar cadeiras com menor preço.
Foi a própria Secopa quem escolheu o tipo de material e, depois, acuada pela opinião pública e sob orientação do MPE, mandou anular a compra. Até argumenta e faz comparativo. Assegura que no estádio de Brasília foram gastos R$ 180 milhões na cobertura, enquanto no da Arena, R$ 40 milhões para, dessa forma, poder privilegiar o torcedor com cadeiras confortáveis e com durabilidade de 15 anos. As cadeiras se tornaram vilãs da história, mesmo representando 3% do valor da obra da Arena, que está com 85% concluída e já consumiu cerca de R$ 600 milhões. Para piorar, ainda colocam Cuiabá sob risco de exclusão da Copa-2014.