Petistas acusam Nunes Marques de partidarismo após suspensão de canal pró-Lula - vídeo
Lúdio Cabral e Rosa Neide criticam decisão do presidente do TSE; ministro determinou novamente a suspensão do “Exército do Lula” e condicionou o funcionamento à regularização junto à Justiça Eleitoral
Kleyton Agostinho/Rdnews
Neuma Moraes, Valdir Barranco, Rosa Neide, Lúdio Cabral e Teti durante coletiva da federação
Lideranças da esquerda de Mato Grosso fizeram duras críticas à atuação do presidente do TSE Kássio Nunes Marques que, no final de semana, mandou derrubar o canal ‘Exército do Lula’, atendendo a pedido do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Decisão teria 'atravessado' atuação do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que revogou a decisão do presidente e determinou a manutenção do funcionamento do grupo, criado por André Janones. Mas, agora pela manhã, Nunes Marques voltou a determinar a suspensão do canal, mesmo técnicos do TSE não tendo encontrado a difusão de fake News por parte de apoiadores de Lula. Canal reúne mais de 3,4 milhões de pessoas.
O deputado estadual reeleito Lúdio Cabral (PT) acusou o presidente do TSE de agir politicamente e defendeu que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorra ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Outro bolsonarista [Kássio Nunes] que está lá na Justiça Eleitoral. Nossa campanha precisa acionar no Supremo por esse partidarismo”, declarou. O atual presidente da Corte Eleitoral foi indicado ao Supremo pelo então presidente Jair Bolsonaro, que é pai de Flávio.
Lúdio também relacionou a decisão de Nunes Marques ao crescimento de Lula nas pesquisas de intenção de voto. Segundo ele, a diferença entre o petista e Flávio Bolsonaro (PL), segundo ele, teria caído de seis para dois pontos percentuais. O parlamentar mato-grossense ainda acusou a campanha de Flávio de disseminar notícias falsas e afirmou que o TSE estaria “aparelhado pelo bolsonarismo”.
Já a presidente estadual do PT e deputada federal eleita Rosa Neide afirmou que a decisão de Nunes Marques contraria a análise técnica da Justiça Eleitoral, que, segundo ela, não teria identificado notícias falsas no conteúdo examinado do canal.
“Eu acho que nós vamos viver essa situação [instabilidade jurídica] até o dia da eleição. Esperamos que os que têm bom senso no TSE e no STF mantenham a tranquilidade do país para que as pessoas possam votar usando o seu direito de liberdade de voto”, disse minutos antes da nova suspensão.
Rosa, ciente da possibilidade, disse que os apoiadores de Lula estão organizados para continuar a mobilização das redes. “Porque no Brasil só estamos vendo através da mídia, principalmente da mídia social, um mocinho virando bandido e bandido virando mocinho. A população tem que ter clareza e a informação tem que ter”, finaliza ao defender Lula e contrapor Flávio.