O primeiro suplente de senador eleito na chapa de José Medeiros (PL), Odílio Balbinotti (PL), descarta qualquer clima de “já ganhou” na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Coordenador do projeto eleitoral do senador em Mato Grosso, ele afirma que a estratégia para o segundo turno é ampliar a articulação política e mobilizar voluntários para conquistar votos, diante do que considera uma ofensiva de "desinformação do PT".
Em entrevista ao
, Odílio afirmou que percebe disposição entre aliados para trabalhar nesta nova etapa da disputa, inclusive com a adesão de partidos que não apoiaram Flávio no primeiro turno. Para ele, a experiência política do PT exige atenção redobrada e uma campanha capaz de responder às informações falsas e apresentar as propostas do candidato. “Não é de já ganhou, muito pelo contrário. Eu vi lá uma motivação, todo mundo disposto a trabalhar nesse segundo turno”, pontuou.
Ao falar sobre os riscos de uma vitória que parece encaminhada não se concretizar nas urnas, como ocorreu na disputa presidencial de 2014, quando Aécio Neves (PSDB) enfrentou Dilma Rousseff (PT). Na ocasião, o tucano chegou ao segundo turno com força eleitoral, mas acabou derrotado pela petista.
Para evitar um cenário semelhante, o coordenador defende a união de partidos e lideranças em um movimento suprapartidário, sem disputas por protagonismo. Segundo ele, a articulação em Mato Grosso já começou e deve envolver representantes eleitos, prefeitos e outras lideranças políticas.
Odílio relatou ter conversado com o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador nacional da campanha de Flávio, a quem apresentou as iniciativas em andamento no Estado. Na segunda-feira (5), foi realizada uma reunião com deputados eleitos, senadores que assumirão mandato, o governador eleito Otaviano Pivetta (Republicanos) e outras lideranças para discutir os próximos passos da campanha.
Uma nova reunião foi marcada para terça-feira (13) com a participação de prefeitos e lideranças políticas de Mato Grosso. A intenção, segundo Odílio, é alinhar a atuação dos aliados e ampliar a mobilização nos municípios.
Além da articulação entre partidos e autoridades, ele considera o engajamento de voluntários uma das principais frentes da campanha. A aposta é na militância que já trabalhou no primeiro turno e que pode conversar diretamente com os eleitores, organizar carreatas e ampliar a divulgação de materiais de apoio. “É compartilhar suprapartidariamente, trazer todo mundo para dentro, e cada um dar sua contribuição”, destacou.
Odílio também acusou o PT de "disseminar notícias falsas" nos últimos dias e disse que a campanha pretende intensificar o esclarecimento dos eleitores. Para ele, o trabalho de mobilização será decisivo para impedir que a desinformação influencie o resultado da disputa.
O coordenador sustenta que a candidatura de Flávio Bolsonaro representa uma proposta de mudança e de recuperação econômica do país. Apesar do otimismo com a adesão de novos aliados, reforça que a campanha não pode tratar a eleição como decidida e precisa manter o trabalho até a votação.
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