Voto de Buzetti custa 18 vezes mais que o de Mauro ao Senado; veja números
Levantamento com principais candidatos mostra custo médio de R$ 6,54 por voto; Pivetta teve campanha mais eficiente entre os nomes ao Governo
O custo médio de cada voto obtido pelos principais candidatos ao Governo e ao Senado em Mato Grosso ficou em R$ 6,54 nas eleições deste ano. O levantamento foi feito a partir das despesas de campanha declaradas no site da Justiça Eleitoral e dos votos obtidos no último domingo (4).
Os valores, no entanto, ainda não são definitivos. As campanhas têm até 3 de novembro para apresentar a prestação de contas final à Justiça Eleitoral, portanto as despesas declaradas podem sofrer alterações até o encerramento desse prazo.
Entre os candidatos ao Governo, o governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) apresentou o menor custo por voto. Ele gastou R$ 6,2 milhões e recebeu 1.128.099 votos, o que representa R$ 5,50 por voto.
Rdnews
Pivetta foi reeleito no domingo (4), ainda no primeiro turno, com 60,77% dos votos válidos. O resultado o colocou com ampla vantagem sobre Wellington Fagundes (PL), que terminou a disputa com 430.442 votos.
Wellington desembolsou R$ 7,18 milhões na campanha, o maior volume entre os três principais candidatos ao Palácio Paiaguás considerados no levantamento. Com a votação obtida, o custo chegou a R$ 16,68 por voto.
Doutora Natasha (PSD), por sua vez, gastou R$ 4,39 milhões e recebeu 281.548 votos. O custo individual ficou em R$ 15,60. Somadas, as três campanhas movimentaram R$ 17,77 milhões para conquistar 1,84 milhão de votos, com custo médio de R$ 9,66 por voto.
Senado tem diferença ainda maior
Na disputa pelas duas vagas ao Senado, a diferença foi mais acentuada. Entre os sete principais candidatos analisados, Mauro Mendes (União) foi quem apresentou o menor custo por voto.
Ele gastou R$ 3 milhões e recebeu 1.187.352 votos, resultado que representa apenas R$ 2,53 por voto. O ex-governador foi o candidato mais votado da eleição para o Senado em Mato Grosso e garantiu uma das duas vagas, ao lado de José Medeiros (PL).
Medeiros gastou R$ 4,26 milhões e conquistou 977.777 votos, com custo de R$ 4,36 por voto. Já Janaina Riva (MDB), terceira colocada, teve R$ 1,75 milhão em despesas e recebeu 519.434 votos, chegando a R$ 3,38 por voto.
Rdnews
O contraste aparece de forma mais evidente no caso de Margareth Buzetti (PP). A candidata gastou R$ 2,98 milhões, mas obteve apenas 65.559 votos. Com isso, cada voto custou R$ 45,52 — cerca de 18 vezes mais do que o custo registrado por Mauro Mendes.
Carlos Fávaro (PSD) teve R$ 2,26 milhões em despesas e recebeu 411.020 votos, com custo de R$ 5,52. Antônio Galvan (Avante) gastou R$ 951,3 mil para obter 169.265 votos, chegando a R$ 5,62 por voto.
Pedro Taques (PSB), por sua vez, desembolsou R$ 2,28 milhões e recebeu 224.621 votos. O custo ficou em R$ 10,18 por voto.
No total, os sete candidatos ao Senado analisados gastaram R$ 17,51 milhões e receberam 3,55 milhões de votos, resultando em custo médio de R$ 4,93 por voto.
Considerando conjuntamente os três candidatos ao Governo e os sete nomes ao Senado, foram R$ 35,29 milhões em despesas declaradas para 5,39 milhões de votos. A divisão resulta em um custo médio de R$ 6,54 por voto.