Abilio diz que imagem de Nossa Senhora não foi vandalizada em Cuiabá - veja vídeo
Prefeito afirma ter recebido informações de que peça já estava danificada e foi levada por um fiel aos pés da Cruz do Chilão
Reprodução
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), assegura que a imagem de Nossa Senhora Aparecida encontrada sem cabeça, na Cruz do Chilão, não teria sido vandalizada, como acredita a Arquidiocese de Cuiabá. O liberal ressalta que recebeu informações de que, na verdade, foi um ato de fé.
“O que houve é uma estátua que estava danificada e um fiel levou aquela estátua danificada até os pés daquela cruz. Não sei qual a motivação da fé dele, que ele fez isso. A gente pôde ter acesso a essas informações que nos mandaram via WhatsApp”, conta Abilio em entrevista à imprensa.
Segundo ele, alguns fiéis católicos têm o costume de, quando uma imagem é danificada, levá-la aos pés da cruz. “Eu acredito que faz parte de uma certa tradição de algumas pessoas que, ao ter a sua imagem danificada, vai lá pedir desculpa, sei lá, alguma coisa assim, no ato de fé. Não foi um ato de uma pessoa colocar uma imagem de Nossa Senhora lá e uma outra, terceira pessoa ir lá e danificar aquela imagem”, reafirma.
Caso
A Arquidiocese de Cuiabá manifestou repúdio ao ataque perpetrado contra uma estátua de Nossa Senhora Aparecida, localizada junto à Cruz do Chilão, no bairro Santa Helena, em Cuiabá. A peça, colocada aos pés do cruzeiro, teve a cabeça arrancada na noite da última sexta-feira (25).
A entidade religiosa cobrou a apuração do caso por parte das autoridades, com a identificação e a responsabilização dos responsáveis pelo ato.
Por meio de nota, a Arquidiocese destacou que a Constituição Federal assegura a liberdade de crença e o livre exercício dos cultos religiosos. “Atos de intolerância, discriminação e violência motivados pela religião podem configurar crimes e devem ser devidamente apurados e responsabilizados pelas autoridades competentes.”
O caso ocorreu na mesma semana em que passaram a circular pela internet rumores que ligavam o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a um projeto que prevê a retirada do título de padroeira do Brasil concedido a Nossa Senhora Aparecida. A hipótese foi negada pelo candidato.
Nesta quarta-feira (30), o ministro do Supremo Flávio Dino determinou que a Polícia Federal investigue a possível existência de uma “onda de ataques nos últimos meses contra imagens religiosas” no Brasil. Na decisão, ele cita dois casos de Mato Grosso.