Cuiabá, 31/10/2026

Apresentador da ESPN critica caos em hospital da Capital

     Depois se tornar destaque do Jornal Nacional, a situação caótica que o Pronto-Socorro de Cuiabá enfrenta foi tema de comentários num programa de esportes veiculado pela emissora de televisão por assinatura, ESPN Brasil. O apresentador José Trajano fez duras críticas aos investimentos do governo na reconstrução do estádio Verdão, enquanto os pacientes que são encaminhados à unidade sofrem com a falta de infraestrutura, remédios e médicos. "Vão gastar milhões e milhões para construir um estádio de futebol que não será utilizado para nada", disparou.

     O antigo Verdão foi demolido no início do ano passado para que em seu lugar seja construída a Arena Multiuso Pantanal. O projeto, que já recebeu o prêmio America´s Property Awards, na categoria empreendimentos públicos, está orçado em R$ 342 milhões. A previsão é que o novo estádio tenha capacidade para abrigar 43 mil pessoas. No final de abril os primeiros pilares da arena começaram a ser erguidos. O "evento" contou com a presença do governador Silval Barbosa (PMDB) e do presidente da Agecopa, Eder Moraes. A construção do estádio é comemorada por Cuiabá ser uma das poucas cidades-sede da Copa de 2014 a estar com as obras tão adiantadas.

     Em contrapartida, o pronto-socorro da Capital tem se tornado alvo de denúncias da mídia nacional. Os problemas enfrentados pelos pacientes que precisam de atendimento na unidade se tornaram destaque após a divulgação de imagens feitas pelo Conselho Regional de Medicina (CRM). O vídeo mostrava as péssimas condições em que o prédio se encontra. O mais novo escândalo envolvendo o hospital ocorreu nos últimos dias, quando um paciente morreu suspostamente pela falta de anestésicos para a realização de uma cirurgia. O caso foi citado por Trajano.

    Na tentativa de reverter a situação, o governador se reuniu com o prefeito da capital, Chico Galindo (PTB), e representantes dos demais poderes para definir a transferência da unidade para o Estado. Com a oficialização da transação, o pronto-socorro deve passar a ser administrado por uma Organização Social de Saúde, modelo de gestão que o secretário estadual de Saúde, Pedro Henry, pretende adotar em todos os hospitais estaduais.

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