Cuiabá, 31/10/2026

Ceni frusta os fãs em evento na arena sobre acidente de trabalho

     Aguardado com expectativa nesta segunda (7) para evento no Estado, o goleiro da equipe de futebol do São Paulo, Rogério Ceni, desmarcou na última hora presença no evento organizado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), frustando os trabalhadores da Arena Pantanal. O jogador não apareceu sob a justificativa de que não poderia interromper seu tratamento na fisioterapia. O ministro do Tribunal Superior do Trabalho, João Oreste Dalazen, acabou sendo o destaque o evento.

     Decepções à parte, funcionários que atuam na construção da arena, maior obra para a Copa do Mundo em andamento na Capital, receberam informações sobre acidentes de trabalho no país e em Mato Grosso. Segundo o ministro, o Estado é o campeão em óbitos por acidentes, com 20 mortes a cada 100 mil pessoas. “O excesso de confiança é a principal causa de acidentes”, frisa Dalazen. Antes da chegada da comitiva, os humoristas cuiabanos Nico e Lau alegraram o evento, com interpretações referentes à prevenção de desastres.

     O magistrado chega a comparar as mais de 2 mil mortes anuais no Brasil com o atentado de 11 de setembro, que ocorreu 2001 nos Estados Unidos. “O trabalho é para ganhar a vida e não perder ou ser vítima de mutilações”, salienta. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil, Joaquim Santana, espera que o Programa de Prevenção de Acidentes de Trabalho colabore na abertura das empresas responsáveis por construções para a fiscalização da segurança dos funcionários.

     Ele revela que as convenções que reúne empregados e empregadores não conseguem mudar as regras. Joaquim revela que as visitas só podem ser realizadas de 3 em 3 meses, e precisam ser agendadas com 48h de antecedência. “Tem empresa que enrola 1 ano para liberar a visitação”, aponta.

     O governador Silval Barbosa (PMDB) se mostra satisfeito com as iniciativas que envolvem os funcionários da Arena e prevê a abertura de mais 2 mil postos de trabalho com as demais obras da Copa. "Na Arena há 20 reeducandos, 25 ex-trabalhadores em situação de escravidão e 89 em processo de alfabetização", calcula. O programa é o terceiro realizado no País, os primeiros foram no Rio de Janeiro (RJ) e em Natal (RN).