Cuiabá, 31/10/2026

Eder critica a desapropriação de estádio e não quer pagar a conta

     Embora tenha afirmado considerar acertada a decisão do presidente da Câmara de Cuiabá, Júlio Pinheiro (PTB), de desapropriar o estádio Presidente Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha, o presidente da Agecopa, Eder Moraes, não poupou críticas à iniciativa e chegou a ponderar que o petebista pode ter agido imaginando que a agência pagará os cerca R$ 5 milhões de indenização pela área. "Espero que ele não esteja fazendo caridade com chapéu alheio", dispara Eder.

     O presidente afirmou não ter compreendido o motivo da desapropriação. Segundo ele, o argumento de construir um dos centro de treinamento exigidos pela Fifa no local, utilizado por Pinheiro, já era anunciado pela Agecopa. "Nós só não havíamos nos preocupado com a área ainda porque chegamos a conclusão que deveria ser a última obra, para evitar que Cuiabá ficasse sem um local para a prática de esportes", explica Eder, que acusou o vereador de estar badernalizando o planejamento da agência.

     Segundo ele, nos planos da Agecopa a estrutura do Dutrinha seria integrada a do Sesc Arsernal, para que o local sirva, após a realização da Copa de 2014, como um centro cultural e de lazer para a população. "Ele está sugerindo o óbvio. Nós (Agecopa) já projetamos tudo isso", afirma.

     O estádio pertencia à Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF) e agora passa a ser patrimônio do município. A área tem 25 mil metros quadrados e engloba toda o quarteirão onde está localizado o estádio, no centro da Capital.