Enfermeiros reclamam de caos no Metropolitano e farão greve na 6ª
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Hospital Metropolitano de Várzea Grande está em situação precária
Enfermeiros do Hospital Metropolitano de Várzea Grande vão entrar em greve a partir de sexta (30). Conforme o Sindicato dos Enfermeiros de Mato Grosso, os profissionais reclamam da falta de estrutura, insumos e desrespeito às leis trabalhistas. O indicativo de greve foi aprovado na última segunda (20), durante assembleia geral da categoria.
“Como as OSS saíram, ficou proibida a contratação de novos enfermeiros. Agora, cada enfermeiro cuida de sete a oito pacientes. Falta materiais básicos, como curativos, e algumas cirurgias estão suspensas por falta de prótese ortopédica. Além disso, os enfermeiros não têm o FGTS depositado também”, reclamou o presidente do sindicato, Dejamir Soares, completando que o telefone foi cortado e que a unidade está sem internet há cinco meses. Além disso, há dois meses não tem óleo diesel para garantir o funcionamento do gerador de energia. Na unidade, trabalham cerca de 130 profissionais da enfermagem.
O Metropolitano foi administrado pelo Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (Ipas) por dois anos. Mas desde 2014 a unidade está sob intervenção do Estado. Em tese, a ação deveria durar 180 dias, mas já se passaram três anos.
“O Estado já era para ter assumido de fato a situação ou fazer um processo licitatório para outra OSS entrar. O Estado deveria assumir esses trabalhadores como sendo trabalhadores estaduais. Ocorre que hoje esses trabalhadores não sabem se pertencem ao Estado ou se pertencem ao Ipas”, disse Dejamir.
Ele continuou dizendo que os profissionais estão numa situação indefinida, alegando que as carteiras desses estão “presas” no Hospital e que nem o acerto rescisório foi feito.
“Eles querem que alguém defina: olha, nós somos os responsáveis por vocês diretamente. Diante de toda essa situação, eles estão presos, eles continuam com a carteira de trabalho presa lá, não é dado baixa, o acerto rescisório não é feito, o Estado não paga o salário que deveria pagar, eles estão numa situação que já não aguentam mais, insuportável”, sustenta.
Dejamir ainda explica que trabalham de forma precária e recebem os salário com atraso. “Podem pagar até o quinto dia útil do mês, mas sempre é depositado no dia 25. As cestas básicas também estão em atraso”, destaca.
De todo modo, o sindicato vai tentar uma reunião com o secretário de Saúde, Luiz Soares, para resolver essa situação. Contudo, a categoria pretende, ainda, chamar a atenção do Ministério Público Estadual.
“Nós temos provocado o MPE, porque está todo mundo meio que assustado por ser o Pedro Taques o governador. Parece que estão assistindo de camarote essa situação irregular. A própria administração do hospital pediu a ajuda do sindicato”, afirmou.
Dejamir também pontuou problemas nos Hospitais Regionais de Colíder e Sorriso. Em Colíder, segundo o sindicalita, quase 60% da unidade está paralisada. Já em Sorriso, os profissionais estão sem tirar férias há três anos.
Outro lado
O #rdnews procurou a secretaria de Estado de Saúde para que se posicionasse acerca do assunto, que ficou de responder ainda pela manhã, mas até o fechamento desta matéria a nota não havia sido enviada.