Cuiabá, 01/11/2026

Governo admite RGA integral; greve continua, mas sindicalista vê avanço

O Governo do Estado manteve a proposta de quitar 6% dos 11,28% da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos em três parcelas. Entretanto, acrescentou o pagamento dos valores retroativos a maio deste ano – data para o pagamento da reposição inflacionária. 

Myke Toscano

Executivo garante quitar diferença de 5,28% caso se enquadre no limite de 49% de  gasto com pessoal

A proposta foi reafirmada pelo Executivo em reunião com o Fórum Sindical, na manhã desta sexta (10), com a participação dos secretários Paulo Taques (Casa Civil), Júlio Modesto (Gestão), Paulo Brustolin (Fazenda), Marco Marrafon (Educação), Rogers Jarbas (Segurança) e coronel Airton Benedito Siqueira Júnior (Casa Militar). O interino do Planejamento José Bussiki, que causou situação desconfortável ao declarar que o RGA não consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016 por omissão da Assembleia, foi excluído das negociações. O Presidente da Assembleia Guilherme Maluf (PSDB) e o líder do Governo Wilson (PSDB) também estavam presentes na rodada. 

  A proposta também inclui parcelas, de 2% cada, serão pagas nos meses de setembro, janeiro e abril de 2017. Já o retroativo será quitado em três vezes, em  maio, junho e julho do próximo ano. 

  O  Executivo ainda  manteve a proposta de quitar a diferença de 5,28% da RGA caso se enquadre no limite de 49% de gastos com pessoal previstos na  Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Atualmente, o Estado gasta 50,46% da Receita Corrente Líquida desta finalidade. 

  “Vamos dizer que em fevereiro de 2017, seja de 48% o teto, esse 1% será revertido ao pagamento do RGA naquele mês para ser abatido dos 5,28% que faltam dos 6% que estamos propondo”, declarou Paulo Taques ao final da reunião. 

 O sindicalista Edmundo César, representante do Fórum Sindical, afirmou que a proposta do Governo já representa avanço na negociação. “Pelo menos, estão admitindo o pagamento dos 11,28% da RGA. Estamos engatinhando para o entendimento”, afirmou lembrando que a greve está mantida até que a avaliação das categorias. 

 Gastos 

 Paulo Taques ainda afirmou que o Governo está tomando uma série de medidas para reduzir o percentual gasto com pessoal para possibilitar o pagamento dos 5,28% da RGA restantes.

 Como exemplos, Paulo Taques cita o diálogo com o agronegócio para possibilitar acrescimento do que os produtores rurais já pagam ao Fethab; a reforma administrativa que está em fase de conclusão; a redução do duodécimo dos Poderes através do Pacto por Mato Grosso  e o entendimento com o setor do comércio para melhorar a arrecadação do ICMS. 

 “Fizemos a proposta. Dos  27 estados da federação somente Mato Grosso e Paraná  negociam proposta de RGA. Agora, esperamos que os servidores possam analisar a proposta e chegar ao objetivo que é do  interesse de todos: o  fim da greve”, pontuou Paulo Taques.

O chefe da Casa Civil ainda lembra que essa é a proposta definitiva do Executivo. “Neste momento é a proposta definitiva fazendo todas as projeções possíveis. Esse é o que podemos propor sempre levando em conta que vamos buscar a manutenção do salário em dia”, concluiu.