Mauro comemora venda dos vagões do VLT: Oportunidade que caiu do céu
O acordo entre os governos foi mediado pelo TCU só falta ser assinado em Brasília, em data a ser definida
O governador Mauro Mendes (União) comemorou a venda dos vagões do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) por R$ 793,7 milhões ao Governo da Bahia. Para ele, foi uma “oportunidade que caiu do céu”. O acordo entre os governos foi mediado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), e só falta ser assinado em Brasília, em data a ser definida.
Mauro Mendes esclareceu que a venda foi um passo natural, já que o modal, que antes era o VLT, foi trocado pelo sistema Bus Rapid Transit (BRT). As obras acontecem em Cuiabá Várzea Grande desde o ano passado.
Thaís Fávaro
“Então ficar com aquilo apodrecendo lá em Várzea Grande, e a cada ano perdendo valor, seria algo extremamente ruim”, afirma o governador, nesta quinta-feira (20). “Nós temos que agradecer, eu agradeço a oportunidade que caiu do céu. Ficar demandando com aquela empresa durante décadas na Justiça, à mercê de algo que poderia acontecer daqui dez, vinte, trinta anos, de sermos ressarcidos”, complementa.
O governador afirmou que, com o montante recebido pela venda dos 40 vagões, que deve ser recebido em quatro parcelas até 2027, o Estado deve investir nas obras do BRT. “O dinheiro que retorna aos cofres públicos, ele vai ser suficiente para bancar 100% as obras do BRT e equipamentos”.
“Foi exatamente o que o sempre busquei. Ressarcir os cofres públicos. Nós vamos receber exatamente aquilo que pagamos, não usamos e está sendo devolvido, corrigido para o governo. Eu repito que foi um negócio que caiu do céu e nós vamos ser ressarcidos de tudo que nós pagamos, não aproveitamos e estamos recuperando esse dinheiro de volta”, completa.
O VLT
Adquirido em 2022 para a Copa do Mundo de 2014, o VLT prometia ligar as cidades de Cuiabá e Várzea Grande, transportando até 160 mil pessoas por dia e deveria ter ficado pronto para a Copa do Mundo de Futebol, em 2014. O maquinário foi adquirido pelo Governo de Mato Grosso por R$ 497 milhões, junto à empresa espanhola CAF. O contrato do Estado com o Consórcio VLT, responsável pela obra bilionária, foi rescindido após descoberta de atos de corrupção que vieram à tona com a Operação Descarrilo.